sexta-feira, 23 de julho de 2010


Tempo de virar a página.

Mudança de capítulo.

Fim do Capitulo I.

Inicio do Capitulo II.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Agenda

12 de Julho, no mar, algures numa praia da Costa da Caparica:

O tempo para decidir escaceia, e faltam dados importantes. Contudo, creio que é tambem preciso olhar para o que foi feito em 3 anos. 

Em 3 anos, decidi eu, quis tirar o curso de Matemática Aplicada. E decidi tambem, a certa altura, que queria fazer Órgão no IGL. Ja fazia, mas a certa altura quis fazer bem feito. Praticamente dois cursos ao mesmo tempo. O resultado?

O resultado fala-se pelo meu mês de Maio e Junho deste ano. Resumem um bocado a vivencia destes 3 anos, mas agora condensada e realista.

Ontem peguei no telemovel e fui ver a minha agenda destes 2 meses. Quis-me convencer que os resultados no IST nao apareciam porque era impossivel que aparecessem. Nao porque seja estupido. Relembro, entao:

O mês de Maio começava "agitado", com a proposta de fazer o teatro "O Escopro de Deus". A preparação ja vinha de Abril, e o teatro teve lugar durante o Congressao da Jufra. O Congresso foi dia 7, 8 e 9 de Maio. Dia 7 de Maio de manha tinha teste no IST, e dia 10 ao meio-dia tinha o meu segundo recital do ano. Passado dois dias tinha um outro teste no IST, e passado mais dois dias tinha o meu exame de Órgão para acesso à ESML. No dia seguinte tinha audição de E.Vocal. As duas semanas que se seguiram ate ao final do mês foram para preparar o concerto no ISCTE, e a audição de Musica de Camara da Prof Elsa que seria no dia seguinte. 

O mes de Maio estava perto de acabar. Dia 31, à hora do almoço, estava a caminho da Holanda para ir fazer as provas para Órgão, no Conservatório Real de Haia. O irónico é que dia 31 de manha estava a fazer um teste no IST.

Junho começava com "Holanda '10 - Parte 2". E que parte! Era inevitavel nao ter as emoçoes ao rubro, mas tambem o desempenho nao podia ter sido mais tranquilo: a alegria que tive minutos depois de saber o resultado valeu pelo ano inteiro. Contudo, sabia que mal voltasse, a rotina iria continuar. E assim foi: voltei numa sexta. Na quarta seguinte estava a acompanhar o Coro de Camara no concerto final na ESML. Passado 3 dias estava a cantar o meu programa de exame de E. Vocal numa audição. E na semana que viria, de dia 14, tinha o meu exame de Órgão na sexta. A semana teve estudo todos os dias de manha, até à uma, e desgastavam de maneira a que o estudo para o IST tornava-se mais lento (que era feito à tarde). E em menos de uma semana, começavam os exames de Matemática.. Terminava o mês de Junho. 

Dois meses. Em dois meses fiz duas provas para Superiores, fiz uma viagem ao estrangeiro, testes no IST, exames no IST. Algumas coisas correram bem, outras mal. 

Depois de fechar a agenda, estava certo: estou cansado, mas ainda sou capaz. Sim, um ultimo esforço pela Holanda!


segunda-feira, 28 de junho de 2010

Alors, le temp pour penser c'est pas beaucoup. Je dois choisir. Mais c'est vraix: j'aime saivoir que tu vas bien.

Peut etre, un jour..

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Melancolia

Melancolia, segundo o Wikipedia (cuja credibilidade é sempre discutivel), caracteriza-se pela falta de entusiasmo e predesposição pelas actividades em geral.


"Entao parabens pelas novidades! Correram mundo!", disse-me, depois de me cumprimentar. O sorriso era grande, mas nao consegui retribuir tao grande sorriso. Talvez meio amarelo.

Acabei de vir de um teste, do Instituto Superior Técnico (IST). O mais frustante do que chumbar a um teste, é sabe-lo mal se entrega. Ou antes de entregar. Estar a fazer e saber que nao se vai conseguir passar. O teste, entreguei-o ao professor da sala, que nao ligou à folha de rascunho amachucada, embrenhada com o enunciado, a voar para o lixo. Ninguem ligou. Mas para mim era simples: estou farto.

Farto ou cansado, triste ou melancólico. Nao são palavras sinónimas, mas neste momento bem que o parecem. Fui enganado. E isto remonta até ao meu 12º ano, onde por uma boa (e infelizmente longa) dose de tempo, fizeram-me crer que eu percebia de Matemática. Mas quem? E porquê?

Nao demoro muito até encontrar uma solução: o sucesso "fantasma" parecia indicar o caminho certo. Fantasma porque o sucesso é sempre relativo. Note-se que eu tinha 19 a Matemática numa escola que nao era propriamente bem cotada, e mesmo o exame sempre foi apontado como "dos mais faceis". Pensei, e nao o nego, que a ida para Matemática Aplicada no IST seria, então, algo bastante agradavel. Talvez um passeio na praia.. ingenuidade.

Fui enganado. Pelas minhas professoras de 12º e 9º ano. Tiveram culpa como? Sorrio, e desta vez com sinceridade. Elas eram espectaculares. E acho que muito do sucesso tambem se deveu (indubitavelmente) ao excelente relacionamento que se desenvolveu, assim como o ambiente que rodeava. Fizeram-me crer que simples, trabalhoso mas recompensador.

Entrei para o IST, na leve curiosidade de como iria ser. Ja passaram 3 anos. E é deprimente.

É deprimente. Os professores tem como "tempo extra" darem aulas, para assim poderem fazer as suas investigações. O estilo "nao-me-chateiem" é comum. Tenta-se disfarçar, promento "horários de duvidas com marcação por e-mail" e disponiblidade mil. Sorrio, mas desta vez ironicamente. Lembro-me das aulas "se alguem tiver duvidas, por favor, pergunte", seguidas de braços levantados, e de um "mas no final eu tiro". No final. É tudo a custo.

Lembro-me de ter ido tirar dúvidas a um professor, o semestre passado. Confesso que nao percebi nada do que me explicou. E sei que a duvida seria relativamente facil de esclarecer, porque eu dominava a matéria que a envolvia. Saí de lá mais baralhado do que entrei. Histórias.

Lembro-me de ter ido resolver um problema à secretaria, e uma das respostas que me deram foi: "E que tem o Técnico a haver com isso?". Na altura a frase fazia sentido, mas nao deixei de pensar no seu todo. Sim, que tem o IST com a nossa vida? Nada. Pede-se estudo, interminavel, uma vivencia agarrada a qual eu nao quero pertencer. Atenção, nao estou a dizer que nao quero trabalhar. Nao estou é interessado em tornar-me em mais um robot que eles produzem. Ou pelo menos, no meu departamento.

Fui enganado. Afinal nao percebo nada da Matemática-a-sério. É pena, até lhe acho uma certa piada. Conclusivo é o facto de afinal talvez a minha vocação ser mesmo para uma Matemática bem aplicada. Tao aplicada que nem se chame Matemática, mas outra area qualquer que a envolva.

E agora que a Música apareceu, a dúvida é derivavel de toda a teoria de cima. Estarei a cair no outro erro? Ha algo que me reconforta, entao: quem me conhece, sabe que sempre me acho um tosco a tocar. E que isto me incentiva a trabalhar. Sei tambem que nao sou, de longe, o melhor, e isso nao me faz problema.

Uma coisa é certa: a nota é a mesma, mas a preparação.. diferente.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

20

Aos meus avós! :)

domingo, 13 de junho de 2010


Crescer afinal é o desafio.

Gostava de vos agradecer por nos terem acolhido, a mim e à Laura, na nossa pequena grande aventura.

Apesar de tudo, houve mais que me marcou: sabiam que fiquei vidrado no relogio (da cozinha, penso) que nao parava de fazer "tic-tac" durante todo o dia e toda a noite? Fez-me lembrar Faro, onde tambem o mesmo som faz de banda sonora a quem la vive.


Apesar de traiçoeiro, gostei do sol. Foi estranho saber que eram 21:30, e ainda parecer 6 da tarde. Fez perceber tambem que Portugal tinha ficado la longe.

Fiz (prefiro dizer: fizemos) o meu dever, metade (talvez a maior parte?) deste percurso está feito. 

Para depois fica o desfecho. Agora prometo que me vou esforçar!

terça-feira, 1 de junho de 2010

Dia D

São 21:15. Estou em Haia, Holanda.

As enormes janelas que cobrem a sala, o lento por do sol faz a musica embrenhar ainda mais. O "silêncio" só é interrompido pelas teclas que escrevo.

Hoje passámos o dia em Amesterdão. Estamos cansados, e sabe bem ter um tempo para parar.

Quinta é outro dia. Amanha é descanso.

Sei que sim.

quarta-feira, 26 de maio de 2010


Idolo?

Este senhor! Sabe o que quer, como quer, associado a um lado humano verdadeiramente extraordinário.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Incertezas

Se me perguntarem onde estarei para o ano, o que estarei a fazer, a resposta é uma suspensao. É raro, mas nunca me lembrei de estar em tal situação.

Quando fiz a mudança do 9º ano para o 10º, a mudança de escola originou várias problemas burucráticos, e aí apenas sabia que iria fazer o 1oº ano. Nao onde estaria.

As hipoteses estão definidas, os percursos alternativos tambem, mas a verdade é que mesmo isso nao deixa qualquer certeza nem segurança: é como uma equipa de futebol que ganhou 2-1 em casa, numa eliminatória. Está a correr bem, mas pode descambar.

Tenho fé que vai ser possivel, com calma, chegar aos objectivos pretendidos, mas hoje, dia 20 de Maio de 2010, parece longiquo e inalcansavel. Parece utópico. Sinto que acredito em mim, mas tambem rara a vez, sinto que isso só nao chega.

Inegavel é a aventura que, depreendente da situação, se vive. O retorno à Holanda'10 nao será diversão, nem passatempo, nem férias: é uma decisão.

Espero, com calma, pelo desfecho.

domingo, 16 de maio de 2010

Mafra!


E ainda me continuam a surpreender. Depois de rejeitar um convite para a Inauguração dos 6 Órgãos de Mafra (indubitavelmente, um dos acontecimentos do ano, nacional e internacional), pois ja tinha reservado a tarde para os "Gregorianos", eis que me surpreenderam com... um bilhete para a Inauguração!

Claro está, nada é feito ao acaso, e nao foi logo que descobri onde iria estar à tarde. Uma venda nos olhos, uma viagem de carro de 40 minutos, um jantar fenomenal sem saber onde estava, e depois: Mafra!

Indescritivel e único.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Há pessoas que nos marcam especialmente, e ela é uma delas!

Parabens, Cacao!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Entro

Como? Em bicos dos pés.

Em silêncio. Faro tambem está em silêncio. 

A ligação que tenho com esta casa é inacreditavel. É o meu refúgio. De tudo.

A luz da sala está acesa. Nunca vi tanta música em tanto silêncio. 

É entao que percebo que Obrigado deve ser dos gestos mais simples e eficazes que existe.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

A viagem

Acorda-se de manha. Amesterdao nao esta fria. Ve-se imensos turistas como nos, logo de manha.

A viagem continua, longe de casa. A Ana procura saber como se vai para Keukenhof. Eu, daqui a 3 horas, tenho a aula de orgao.

Sao dias cheios.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Páscoa

A Páscoa tem que ser tambem um tempo de interiorização e reflexao. Aliás, creio que a própria extençao dos acontecimentos ajuda. 

Este ano debrucei-me sobre a passagem do malfeitor, aquando da crucificação de Jesus, Lucas 23, 40-43.

Note-se que esta passagem só acontece em São Lucas, "adepto" de conversões que revela nos seus textos. Nos outros Evangelistas, apenas a referecia de que os "malfeitores O insultavam". Não sendo suficiente para duvidar da veracidade da cena de São Lucas, permite uma interessante reflexão.

O malfeitor é o primeiro a acreditar na ressureição de Jesus, quando Este está crucificado: "Jesus, lembra-te de mim, quando estiveres no teu Reino". Mais, quando todos os outros que nao eram discipulos de Jesus, O viram crucificado, duvidaram e "abanaram a cabeça" em sinal de reprovação. Contudo, foi ao ver Cristo crucificado que o malfeitor reconheceu: "Nem sequer temes a Deus, tu que sofres o mesmo suplicio?", disse ao outro malfeitor. 

É interessante pensar que o primeiro a acreditar e "perceber" os acontecimentos correntes era um malfeitor, que reconhecia o mal das suas acçoes! No seu sofrimento, foi humilde (?) para perceber que ao seu lado estava a ser crucificado Aquele que o ia salvar. Não hesitou. 

Jesus nao ignora, é directo na resposta: "Hoje estarás comigo no Paraíso." Os primeiros a entrar no Reino seria Jesus... e um ladrão. Só revela a principal mensagem de reconciliação que Jesus trazia. É curioso notar que nos capitulos seguintes, tanto os discipulos como Maria e Maria Madalena, encontram-se fechados em casa, "nao se lembrava do que Jesus tinha dito acerca do terceiro dia".

O malfeitor tambem nao saberia, quase de certeza. Contudo, a ideia principal está que este se converteu, não num momento de pregação de Jesus, mas sim no momento mais duro da vida de cada um deles.

Pedro negou Jesus três vezes, e Este nem havia sido ainda crucificado. O malfeitor cumpre assim: "tudo o que pedirdes com fé, na oraçao, ser-vos-á concedido". 

domingo, 4 de abril de 2010

Holanda '10



Viajar para tocar? E porque nao?


sábado, 27 de março de 2010

Volto da Sé de Lisboa, onde estive a cantar com o Coro de Camara e Coro Gregoriano do IGL.

É absolutamente mágico.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Talento para Amar


E foi no Varatojo que continuei a escrever dos capitulos mais interessantes da minha história. Esse capitulo, anónimo, foi preenchido por um retiro do meu Grupo de Jovens de Carnide.

Nao é preciso muito. É so preciso saber fazer, entregar, e olhar.

O tempo passa, ou nao tivesse sido mais este fim-de-semana um simples sequela duma inesquecivel história.

domingo, 14 de março de 2010

Filmes de vidas



"Pursuit of Happyness" foge da banalidade onde, inspirado numa história real, o desenvolvimento nao é de fácil previsão.

Lembro-me de Chris Gardner (Will Smith) ter dito durante o filme: "Tenho que fazer em 2 horas aquilo que os outros podem fazer em 6." De certa maneira identifiquei-me. Não que seja um grande problema: Chris só dispunha de duas horas porque depois tinha que ir a correr, com o filho, tenta arranjar cama numa especie de "lar" para os sem-abrigo. Eu tenho que correr, porque enquanto estou envolto em equaçoes, teoremas e preposiçoes, a seguir tenho tons salmódicos, peças e tudo o mais para cantar, tocar. 

Vejo isto quase como uma benção. Dizia a minha madrinha da faculdade que "Gosto imenso de aprender, estudar." Compreendo-lhe o contexto. E tambem me identifiquei. Há quem ache que isto nao é nada de especial. Concordo! Não há nada de especial em estudar Matemática, em estudar Música. Mas a verdadeira essência é poder estudar as duas coisas.

Relembro a determinação de Chris, e gostava de por vezes dispor de alguma. Nao falta motivaçao nem energia, mas talvez mais certeza no resultado final. E sei que nao sou o único nestas aventuras, nestas correrias. E isso, claro, tambem reconforta. Se agarrar oportunidades parecia uma frase muito usada, neste filme passou a fazer outra vez sentido. E isso fez-me pensar.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Rotinas

E com o recomeço das aulas no Instituto Superior Técnico, volta a azafama, a correria. Voltam os horários apertados, as aulas sobrepostas, os deslocamentos entre Saldanha e EntreCampos.

Voltam os ensaios de órgão seguidos de estudo de Matemática, voltam os projectos que afinal ainda sao para fazer.

Voltam as correrias loucas, o desespero de as fazer, o descanso e sabor de as ter feito. Volta imenso coisa. 

A rotina do voltar.