
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Feliz Natal!
É tempo de paz, disse-me. E continou em frente. Tinha barbas, era alto e forte. Deixou, no seu olhar, uma incerteza de rumo. Mas a certeza de que Natal é isto: tempo de paz.
Desejo a todos que acompanham este blog, este quase-diário, um Feliz Natal. E deseja-lo pede que tambem o saiba sentir! Nao é facil! Nos dias de hoje, passa-me quase ao lado.
Mas os momentos com a familia, no Algarve, acendem essa chama que gosto de ver brilhar. É natal!
domingo, 21 de dezembro de 2008
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Nós

Indo ao assunto sério: foi brutal. Pelas músicas, mas tambem pelo ambiente. Nós todos, lá atrás, num banco, e uma vez iam uns... depois outros... depois fui eu. E feito. Concerto feito.
Enquanto voces cantavam uma musica a 4 em que o Ricardo nao estava, virei-me para ele e disse na brincadeira: "Esta é a nossa grande familia gregoriana!". E é mesmo.
Sei que te tem faltado, porque dizes, uma certa reação daquelas pessoas que esperamos sempre que fiquem tao entusiasmadas quanto nós. Eu sei, e percebo-te, como tambem te disse. E nestas alturas que nós somos... a familia gregoriana!
Somos nós que actuamos em frente a 200? 300? 400 pessoas? Nao sei quantas foram, mas as suficientes para encher a igreja.
Somos nós que crescemos à procura dalgo fabuloso. E temos que lutar para isso. E enquanto "lutamos" lado a lado, se reparares, as coisas tornam-se mais faceis.
Estamos na melhor escola do país, diz muita gente entendida da matéria. E é como te digo: a escola faz-se, claro, dos seus professores, mas tambem dos seus alunos!
Enquanto cantavas a tua música a solo, milhares de cabeças pairavam curiosas. Tens uma pose fantastica, e mais que isso, uma voz fantastica. Vais longe, disse nao duvidamos. Nao so eu... somos nós todos que temos a certeza de o teu futuro é certo :)
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Les Bergers

"Caminho !", como tu lhe chamaste.
Umas vezes, eu lidero os trilhos, traço mapas e novas etapas. Noutras, tu conduzes, gesticulas, lideras.
E caminhando juntos, o passeio torna-se mais agradavel.
Porque sei que estás aí...
domingo, 7 de dezembro de 2008
Para repetir
Fomos!
E vamos lá voltar outra vez. Avisarei em tempo oportuno.
Porque nao há nada como a música.. partilhada :)
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Um dia
Um dia...
Um dia saberei Cantar esta música. E dar-lhe significado a todas as linhas, e nao só a algumas.
Um dia...
Sem pressas!
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Driving through the night
O Luis tinha acabado de fechar a porta do carro, e eu esperava que ele fosse para dentro do seu prédio, para poder ir embora. Tinhamos saido de mais um ensaio com os escuteiros, e eu tinha-o ficado de levar a Telheiras.
O que eu nao esperava era companhia na viagem de volta para casa. E assim, quando o Luis saiu do meu horizonte e eu me preparava para trancar as portas, alguem deita a mao à porta do lado do passageiro. Fico estarrecido. Tranquei rapidamente as portas, e continuei a olhar para o sujeito. Nao lhe via a cara, apenas o corpo. Nao era muito grande, nem muito forte, e estava vestido com roupas um bocado estranhas.
"Túnicas?!" - pensei. Era o que pareciam. Mas nao fazia muito sentido.
O sujeito la resolveu baixar-se e mostrar a sua cara. E...
"Ah! Ahahhahha!" - ri alto. Abri as portas do carro. Aquele sorriso que me olhava era inconfundivel. Deixei-O sentar-Se ao meu lado. Melhor dizendo, Ele deixou que eu O pudesse transportar naquela viagem. Sentou-Se, Olhou para mim e riu-se alto:
"Entao André? Mas querias que eu ficasse à chuva? Olha que estas roupas nunca foram as minhas predilectas para esta época!"
Que Jesus tem uma maneira peculiar de fazer as coisas, eu ja sabia. Mas surpreende-me sempre. Liguei a musica, tinha levado um cd de Natal.
"Desculpa lá. Nao tens medo de vir comigo? Tu... deves ter outras maneiras mais... seguras." - respondi com um riso.
"Estou aqui porque gosto de fazer companhia. E a viagem ainda é um bocado, e dá para falarmos."
Inversão de marcha, e arranquei. Estranhei a Sua presença, embora soubesse que precisava. A noite chuviscava, os carros eram poucos. Sinal vermelho. Aproveitando a paragem, olhei para Ele. Percebi que tinha de falar. E desta ver, fui eu que adivinhei as perguntas d'Ele. Hábitos.
"Está tudo bem. Um bocado cansado, as semanas tem sido a dar o litro, sempre. Com momentos de descanso para equilibrar."
Ouvi-O a rir-se.
"Se fosse só isso.. Vá, conta la. Sem medos. Sou eu, caramba!"
Cocei a cabeça. Sinal verde. Avancei lentamente, a pressa de chegar a casa nao era muita.
"Faz-me confusão. Nao sei o quê, mas algo anda a fazer-me confusao...."
Jesus inclinou-se para a frente, apoiou os cotovelos nas pernas, e a cabeça nas maos. Nao tinha cinto. Avisei-O. Ele olhou-me com um olhar quase irónico. Suspirou e disse:
"Percebo-te. Mas em verdade, em verdade te digo: louco é aquele que nao sonha." e endireitando-se, disse: "Ja viste bem o sonho de meu Pai? Se alguem aqui tivesse esse sonho, chamar-lhe-iam louco. Achas que é?"
"Nao. Mas digamos que logo à partida é um bocado surreal."
Jesus fez um ar conclusivo. Como alguem que tinha acabado uma demonstração matemática muito complicada, ou tinha acabado de tocar algumas peças de Messiaen muito complicadas. Levantou a mao, e apontou. Apontou para a frente:
"Que te faz crer que naquele cruzamento aparecerá um carro vermelho, de matricula acabada em 08?"
"Nada", respondi. E realmente, porque haveria?
O meu carro avançava calmamente pela noite. E no cruzamento, um STOP obrigava-me a parar, e a abrir a boca em sinal de espanto: à minha frente passava um carro vermelho, de matricula acabada em 08.
"Falta-te fé. Falta-te sonhar."
E dito isto, abriu o porta luvas, tirou uma caneta e um papel, assinou uma receita, como se de um médico se tratasse.
"Quero que ponhas isto, algures no teu quarto." , e dito isto, entregou-me o papel. Dizia: "Fé, Sonho". Apenas duas palavras. A letra era parecida com a minha. Olhei mais atentamente. Era a minha! E olhei para o modo como Ele escrevia: esquerdino. Achei piada.
O carro continuou, estavamos a chegar perto.
As luzes começaram a apagar-se. Tinha os médios ligados, mas pareciam nao iluminar muito.
Estava a deixar de ver o caminho.
Olhei para Ele uma última vez, sem perceber o que se estava a passar.
"Sonha e tem Fé. O resto... eu trato."
E num sobressalto, acordei.
Será que Ele seria mesmo esquerdino?
Nao sei. Mas o papel... esse está lá no meu quarto.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
"Hoje proponho-me a..."

Perdoa-se, voltando tudo ao normal, ou perdoa-se, tendo a consciencia de que se.. perdoa?
Nao é necessário que tudo seja como dantes para haver perdao. Apenas tem que haver.. perdao.
Hoje relembro os dias em que fiz voluntariado na Casa do Bom Samaritano.
Bolas, mas isso é relembrar o Verão. E fico num impasse. Faço escalas temporais e ligo acontecimentos em querer, e caio num desanimo.
"Vamos, André. Ja foi!", diz-me Pedro. Compreende-me, e sabe acima de tudo que nao é facil.. perdoar.
E quando estou perto de cair na angustia desse Verão, relembro as meninas com quem partilhei 3 dias, e com quem aprendi tanto.
Respiro, suspiro. E um som de violinio ecoa ao longe. Soa para me acalmar. É a "Paixao Segundo Sao Mateus" , de Bach.
Lembro-me, entao, do desafio que propus ao meus meninos da catequese, quando estávamos de maos dadas na capela:
"Pessoal, desafio para este Advento.... (...Ricardo, dá as maos... Gonçalo, pára de baloiçar, por favor..). Todos os dias, quando acordarem, tem que se propor a voces mesmos um desafio. Dizem: "Hoje proponho-me a...", e escolhem algo que sabem que nao é facil, mas que vai ajudar quem estiver ao vosso lado."
O Francisco soltou logo uma frase: "Tal como nao falar durante as aulas ou ajudar a mae a por a mesa?"
Sorri. Sim! É isso! Temos que descobrir o nosso desafio, e faze-lo conscientes de que ajuda! Claro que pode parecer simples ajudar a mae a por a mesa. Mas todos nós, quando tinhamos aquela idade, nao nos agradava muito.
"É um jogo entre voces e Jesus. O objectivo é sairem todos vencedores: voces se conseguirem completar o desafio, e os que estao ao vosso lado, porque teem a vossa ajuda! E o Jesus ajuda-vos na maneira de melhor se lembrarem de como resolver o desafio!"
Todos os dias tenho feito o meu. E nao é facil! Sim, porque ninguem gosta de desafios faceis, e sei quanto mais alta for a fasquia, melhor será o resultado final.
O mais impressionante é que mesmo a meio do dia, há uma vozinha em mim: "André, tens que resolver o desafio!".
Proponho-me sempre a amar e ajudar, a dar e escutar, mas isso é... natural.
"Hoje proponho-me a..." é o meu tema de Advento. 4 semanas de Desafios.
Para poder fazer um 2009 com 365 Desafios!
domingo, 23 de novembro de 2008
Músicos!

Manel,
Rita, nao deixei de ir à Pans comprar as minhas baguetes. Nem eu, nem o Jorge.
Alberto,
Raquel e Tiago, obrigado. Puseram meio mundo paralisado com o vosso video. E poem meio mundo a acreditar que tambem o "Grupo dos Encalhados do IGL" um dia estará vazio.
Laura, apenas gostava de dizer que... tens sido a pessoa mais impressionante desde o inicio do IGL. Pelo que temos feito naquela casa, pelo que temos rido nas aulas de ATC, pelas manhas a tentar estudar, pelos apontamentos de baixo cifrado que nunca me chegaram às maos, pela espectacular viagem que estamos a organizar, pelos Podactus com Açucar que ainda nao existem mas um dia existirão. És mesmo a Presidente :)
Músicos. Somos, e seremos, um dia mais tarde, é certo.
sábado, 15 de novembro de 2008
Noite
Sexta escrevi, mas nao publiquei:
Sorri da "brincadeira". Era noite, a lua estava cheia, e mais um dia ia chegando ao fim. Desliguei o carro, e a música.
Hoje é diferente. Percebo porque me senti completamente só.
Hoje suspiro, cheira-me a cansaço.
Trabalho feito, tempo de descansar.
E a lua lá fora.. lá fora brilha.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Ave Maria - 30/06/2007
Já é antigo, já o tinha publicado, mas relembra outros tempos e nunca é de mais recordar estas actuações.
Obrigado, Joana :) !
sábado, 8 de novembro de 2008
Reflexão
Tempo de reflectir.
Tempo de saber destruir sonhos.
Mas tempo de pensar que é verdade:
"Deus, pelo poder que exerce em nós, é capaz de fazer mais, imensamente mais do que possamos pedir ou imaginar. Glória a Ele, na Igreja e em Cristo Jesus, em todos as gerações, pelos séculos dos séculos. Amen." Ef 3, 20-21
Mas afinal, que Queres que eu faça? Aonde me Queres levar? Dizem que Tu nao falas, apenas sussurras, mas ás vezes penso que nem isso fazes. O pior é que moves "exércitos" à minha frente, e nao dizes nada.
Confesso que por vezes nao percebo os Teus códigos. Ou sou muito burro, ou nao consigo decifra-los. Nao me zango por isso, apenas acho que já começa a ser tempo.
Sim, imagino o Teu olhar sobre o meu, e dizeres calmamente: "Espera."
E eu espero.
E enquanto espero, vejo coisas a serem-me tiradas, outras a entrarem na minha vida, e tudo sem nexo algum.
E sei que tudo um dia mais tarde fará sentido, por Tua causa.
É tempo de destruir sonhos. Custa. Imenso.
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
domingo, 26 de outubro de 2008
Apesar de toda a agitação semanal, ainda sou acordado durante a noite para conversas.
Ainda me abanam, e dizem: "Hey, pst, André...", e eu acordo, partilho histórias e ideias, e adormeço melhor.
O dia começa cedo, e acaba tarde. Mas no meio das 12498 coisas que se tem para fazer, há sempre tempo para tudo.
Chegar ao fim do dia cansado, mas com sabor a missão cumprida é muito bom.
sábado, 18 de outubro de 2008
Comunhão

Semear trigo e apascentar ovelhas
Miguel Torga
Hoje é daqueles dias que se pudesse, regredia naquilo que tenho tentado construir na minha cabeça. A lua nao está cheia. Talvez como eu. Nao estou cheio.
Lembro-me do "quase-frade" do filme de ontem. Percebes? Sei que sim.
Pensamentos não-ocultos

Trata de episódios da vida de S.Francisco. É já muito antigo, mas de uma espectacularidade sem igual, transimite algo mesmo forte.
Estarás a perguntar-te porque pensei muito em ti durante o filme. É simples: a Santa Clara tinha muitos traços teus. Não fisicos: ela era loira e de olhos azuis. Era a maneira como ela queria abraçar a vida. Hum.. pera. Talvez o que mais me fascinou nessa ligaçao entre tu e ela foi a alegria com que ambas falam de Deus.
E lá está... tambem ali a Clara dá uma maozita ao Francisco, e nao pude deixar passar esse facto ao lado.
LOL!
Olha, acabou de entrar na net um amigo meu, que disse, literalmente e sem mais nem menos o seguinte:
"Admiro imenso a tua forma de viver e isso
E gostava de saber onde arranjas essa vida toda.."
E acho que nesse aspecto, compreendes-me muito bem. Porque esta forma de viver é acreditando n'Ele. Dizes no teu post: "e é com pele de galinha que digo: É DEUS QUE NOS UNE." É com pele de galinha que leio, e sinto que sim.
sábado, 11 de outubro de 2008
Pequenos prazeres da vida
(Centro Paroquial - As mochilas do Pedro e da Izzie)Pequenas alegrias na vida é acordar à uma da manha com um telefonema, contou-me o Pedro, da Izzie, a pedir-lhe: "Toca a aquela musica... Va laaaaaaaaaa!". E o Pedro la se levantou, meio sonambulo, a tocar com uma mao a musica que era pedida. Soltaram-se umas gargalhadas, e ele até dormiu melhor, disse.

Pequenos prazeres da vida é ter um convite numa quinta á noite, para no dia a seguir ir ao Monte da Caparica de manha, com Alguem especial (ao volante. Esse foi uma das pequenas aventuras da vida :P). Descansar de uma semana infernal, soube mesmoo bem!

(Camara de Lisboa, departamento de EntreCampos)
Pequenos prazeres da vida é um estudo bem acompanhado, sem antes pisarmos incessantemente casas e igrejas, localidades tao familiares. É uma companhia que me deixa a sorrir pelo que é, e pelo que quer da vida...
... perdão, pelo que querem da vida. E por poder acompanha-los tao de perto, e saber que lhes ensino muito, ao mesmo tempo que aprendo.

Simples alegrias de vida é ter uma afilhada espectacular de curso, a Sara, e saber que é mais um membro de uma familia de... 3 elementos (eu, a minha madrinha e ela). Ao mesmo tempo, é ter alguem que tenho, de certa forma, tomar conta. Sinto-me responsavel... pelo que cativo. E Sara, nao duvides!... vai ser um grande ano! Aliás, ja está a ser!
(Porque descobrir sorrisos por trás de sorrisos, é outro pequeno prazer da vida. Oculto, de certo. Mas é isso que faz o fantástico.)
sábado, 4 de outubro de 2008
Estrada
A estrada nao acaba, e Tu estás sempre ao meu lado a dizer: "VAMOS, VAMOS, NAO DESISTE!". Estilo treinador.
Lembro-me entao da história de hoje:
Eu vinha furioso, Pedro vinha ao meu lado mas nada dizia. Parei ao lado de um semaforo. Nao aguentei, e perguei um murro no mesmo. Os nós dos dedos começaram a sangrar. Pedro continuava a nao dizer nada.
"Nao sabes perdoar, está visto.." , disse Pedro.
"NAO SEI PERDOAR?! Mas tu estás parvo, ou quê? Tu tens tido noção do que aconteceu?", perguntei-lhe.
Pedro calou-se. No fundo, percebia-me. Sabia, como eu, que perdoar nao era facil. Entao depois de tanta coisa a cair em cima de uma so vez, percebi que é uma missao praticamente... impossivel?
"Missões impossiveis... Tu és mestre nisso!", sugeriu Pedro.
"Se fosse, isto nao estaria assim."
"Aí é que entra a tua mestria. É tu pensares que as histórias acabam todas num dia, porque no dia a seguir as pessoas ja ca nao estam."
"Entao sou parvo, isso nao é mestre."
"É.. porque sabemos ambos que é.. e porque é."
Sabiamos? Talvez. Mas o sangue saia dos nós dos dedos.
Tempo de perdoar. Tempo de desafios mais dificeis do que parecem.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
domingo, 28 de setembro de 2008
Missão Oculta
Sentado, com os pés sobre a secretária, estava um homem a ler o jornal. Nao lhe via a cara.
"Ah, és tu, André! Senta-te, senta-te!", e apontou para a cadeira em frente à sua mesa, sem desviar o jornal. Ia-lhe perguntar como sabia que era eu, mas ele fez um sinal de stop com a mao, e disse: "Sabes que eu sei dessas coisas antes de tudo!"
Sentei-me, encolhi-me ligeiramente no meu lugar, e olhei em redor. Era simples, o seu gabinete. Tinha imensas fotografias, de imensos pessoas a sorrir. Foi então que Ele posou o jornal, de ropante, olhou para mim, e disse:
Percebi que algo estava errado. Há minha frente estava um senhor... de cor negra! Levantei-me, preparado a verificar se este era realmente o gabinete de Jesus, mas Ele intrepelou-me:
"É suposto sermos todos brancos?"
"Ontem era loiro, estilo Filandes. Hoje apeteceu-me mudar. ... Queres chocolates?", disse, tirando uma caixa de bombos... do Continente. As pernas continuavam em cima da mesa, nao se mexia muito, sorria imenso e era calmo.
Enquanto comia uns bonbos, fez-se silêncio. Ele olhava para mim, curioso. Ganhei coragem e perguntei-lhe:
Ri-me timidamente. Fogo, mas como é que Ele pensava que isto era? Facil? Era.. Ele!! Sorri com o meu pensamento, e continuei:
Peguei na pasta. Dizia: "CONFIDENCIAL" , bem sublinhado. Em baixo, dizia: "André Fernandes Ferreira". Abri, e na primeira pagina vinha uma fotografia de alguem que eu bem conheço.
"Não poderás perceber, mas podes fazer. E é tudo o que tenho para te dizer."
Quando cheguei a casa, olhei para a porta do meu quarto. Lá ainda tenho um papel do Grupo de Jovens em que a letra dela dizia: "Obrigada por olhares por mim :)". Ora... eu é que agradeço!
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Encontros
"Estive com a Izzie."
Esbugalhei os olhos. Como era possivel? Como se conheciam eles os dois? Nada disse, apenas pus um ar estupefacto, e Pedro percebeu. Sorriu, passou a mao pela barba, e disse:
"E aprendi imenso."
Nao percebi. De todo. Nem como ele se tinha encontrado com a Izzie, vizinha, nem como poderia ter aprendido com ela, num só dia.
"Há coisas que nao se percebem. E deixa-las assim, sem se perceberem, mas sabendo que sao importantes ou nao, por vezes é... o mais importante."
E pensei de novo em mim. Há coisas que nao percebo. E essas tenho que deixa-las assim. Custa? Sim, custa. Mas naquele momento, ja nem isso me estranhava. O Pedro tinha-se encontrado com a Izzie? Wow.
Ha coisas que nao se percebem!
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Obrigado
Depois percebi: tinha duas maneiras de decidir como acabava aquele dia. Como daria o enfâse à conversa que tivemos. Percebi que se, à uma e meia da manha estavamos vai-nao-vai para desligar, e de repente ficámos mais uma hora ao telefone, mesmo sabendo que tinhamos aulas no dia seguinte, é porque tinha valido a pena. Aliás, até 5 minutos teriam valido.
Obrigado por teres ouvido, obrigado por poder ter desabafado as coisas que ao inicio pareciam estupidas, mas que precisavam de ser desabafadas. Obrigado por termos deixado Ocultos de lado, apostando naquilo que, apesar de escondido, fazia sentido.
Acabei a conversa agradecendo a mim mesmo o convite que te fiz para dares catequese comigo. Como dizem as Irmãs da Divina Providência: "Temos que esperar, que Ele actua." E nao podia ter-me lembrado de ti em melhor altura.
Disse-te, ontem, que era essencial agradecer. Sempre :)
Back home!
Como posso dizer? Estar de volta aquela casa é qualquer coisa. É uma familia. É estar de volta à Casa.
É estar de volta às piadas do EVP e à descoberta de molhos no meio de ATC. É voltar à descoberta dos magnificos menus do McDonalds.
É voltar às ideias de trasnformar a sala de alunos num espaço ainda mais nosso. É voltar à casa que queremos transformar para que seja ainda mais nossa.
É ter projectos arrojados, mas sabendo que esses projectos é que dao vontade de fazer, porque sabemos que temos capacidade.

... pelos lideres, pelas suas ideias, pelo divertimento que é Viver ali. Porque agora os dias vao ser interminaveis. Porque mais que tardes, serão tambem manhas. Serão os nossos dias.
Precisamos definitivamente de passar a dormir lá!
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Debruçado sobre numeros, com a musica de orgao ainda a ressoar na minha cabeça, olho para o lado. A lua está gigantesca e brilhar como se do sol se tratasse.
Ha paisagens que nao se esquecem.
Ha sorrisos que nao se apagam. E ainda brilham, algures. Gosto de ficar surpreendido.
Hoje dava uma bela noite de estrelas na Fãja. Vou la ter. Depois de acabar a minha ficha de Análise Complexa e Equações Diferenciais. Chamam-me louco, idiota, toto, chanfrado.
Agradeço, sem duvida!
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Histórias de meia-noite
Saio, preocupado. Eu próprio andava triste, e naquela noite eramos 3 assim.
Cheguei, escutei. O choro inicial passava a um sorriso escondido. Resolvo ligar à primeira voz, que eu sabia que andava melancólica. Afinal estava ali bem perto, e encontrámo-nos os 3.
E no meio da noite, acabavamos o dia a falar. De inicio, cada um estava triste pela sua razao, cada um no seu lado. No final, a tristeza dava lugar a sorrisos. A mudanças de planos.
Saimos de carro, era tempo de voltar a casa. Primeira paragem: casa da Sara. Saiu com aquele sorriso, dela, simples e sincero. Lágrimas? Nem vê-las.
Segunda paragem: a minha casa. O Tiago parou o carro, fizemos o nosso cumprimento, e deixei-me estar ali, sem dizer nada. "Em que pensas?", perguntou-me.
No que é que eu pensava? Que tinhamos cumprido mais uma missao. Que nesta noite, alguem me chamara, e pude ajudar.
"Mentira, André, mentira", diz-me Pedro, sem me olhar. "Sabes perfeitamente que nao era isso."
Pois nao. Mas quero pensar que sim. Histórias de meia-noite. Nao as percebo.
sábado, 13 de setembro de 2008
(Re)Encontros

É estranho. Depois de tanto tempo sem falar, ver ou conviver, é ainda grande a preocupação que temos uns com os outros. De tal modo que combinámos ir ve-la, alguns dias depois. Pensei que era uma ideia um bocado ... extragavante (?). De repente, aparecer no quarto dela 4 pessoas que ela ja nao via ha mais de 10 anos, soava-me estranho.
Mas lá fomos. E foi bastante bom: há laços que nao se perdem. E dizer frases como "Ana... estás na mesma!" ou "Andreia, continuas a liderar como de costume!" é porque passaram 10 anos, mas de repente saltámos para o passado. Uma mistura interessante.
Foi bom ter ido visitar-te, Patricia. O teu sorriso continua o mesmo, e numa situação destas, ve-lo era a melhor maneira de sermos recebidos, e senti admiração pela forma como enfrentas. Fica a promessa de que havemos de voltar, e desta vez levamos mais gente, e até o Professor Rogério.
Achei piada ao teres dito que "Nao te reconhecia mesmo, André.". Porque senti que o tempo, apesar de tudo, nao tinha passado. E, como pseudo-Matemático, imagina que voltamo-nos a ver daqui a 10 anos?
Então ainda vao ficar muitos filhos na mesma turma, no Grão Vasco, claro! E quem sabe, até apanham o Rogério. Reencontros!
Aquele querido mês de Agosto
A primeira surpresa foi termos entrado sem nos terem pedido os bilhetes. O que vale é que tinhamos bilhetes à borla. Começado o filme, fiquei ainda mais curioso. De relance, tinha visto nas bilheteiras que o filme era um misto de documentário/filme. E assim era. Ao inicio, apenas paisagens, pequenas falas previam que iria ser muito chato.
Erro. Passado 10 minutos, já toda a sala ria a "bandeiras despregadas". O filme não é do comédia, de todo, mas retrata tao bem o rural do nosso país, que há situações que sendo "normais" nao deixam de causar grande impacto.
Fantástico. Provavelmente o melhor filme que vi ultimamente depois de "Bucket List". Vale a pena ir ver, definitivamente.
Estou na sala de jantar da Casa do Bom Samaritano. Sao 23:52, o telemovel nao mente. Vim há pouco do Santuário, e confesso que fiquei impressionado.
Quando saí de casa, depois do jantar, o sol deitava-se, a noite ia cobrindo a floresta que atravessava. De caderno e caneta na mão, ia para o Santuário escrever um bocado. E assim fiz: no meio do alcatrão, sentei-me, cruzei as pernas, e escrevi. A brisa apertava, tirei o casaco e cobri as pernas. Chegavam grupos de todo o lado para o terço da noite. A Capelinha ja estava bem composta, quando deram inicio à cerimónia. As inúmeras velas davam uma certa piada, e como o frio ja se fazia sentir, levantei-me e fui para junto do "forno" (local onde as pessoas mete as velas).
Enquanto me entretia a ver cera derreter, chegou junto de mim uma senhora com uma vela enorme, mais parecia um taco de baseball. Acendeu, colocou-a no lugar, e ficou a comtempla-la. Deixei-me a comtempla-la tambem. E lembrei-me de ti, avô. Lembrei-me o quanto gostavas de estar naquele local. Lembrei-me que era suposto termos festejado os teus 50 anos de casado e os meus 18 anos (curiosamente no mesmissimo dia) aqui. Lembrei-me que não o chegámos a fazer.
Isso não me impedia, claro, de acender uma vela por ti e pela familia. E assim o fiz. Mas quando comprava a vela, vi tambem aqueles "casulos" que metem para proteger a vela. Comprei e fui juntar-me à multidão que rezava o terço. Não fui capaz de deixar a vela a arder ali, porque isso pareceu tão pouco. Deixei-me ficar.
O terço acabara e ia começar a procissão (pois hoje é quinta feira, dia da semana mais especial, o resto deduzes). Não quis ir. Cheguei-me junto do vidro-parede da Capelinha e olhei Nossa Senhora de Fátima. Estranhei, pois nao sou devoto, mas olhei.
Agradeci. Pelas memórias que partilhei contigo, e com as quais ainda me rio muitas vezes. Pelas pessoas que me marcam e com as quais Vivo diariamente. Pedi por ti, tambem. Tem sido estranho. Lembro-me que quando sai da camioneta que me levou até Fátima, e fui em direção a esta Casa, tu tambem ias ao meu lado, de mochila às costas. E que quando eu me sentava para reflectir, tu tambem o fazias. Fizeste-o?
Não sei. Mas foi óptimo ter-te ali.
André
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Óptimo
Depois de tanto tempo, com tanta gente, em tantos locais, creio ter chegado a altura de poder gastar um bocado do meu tempo... comigo. Poderá parecer estúpido aplicar-se esse tempo numa casa onde vou para trabalhar e reflectir. "És mesmo... anormal", quase que oiço estes comentários a ressoar dentro da minha cabeça.
Mas o verdadeiro tempo gasto connosco é aquele que nos faz reflectir sobre o que se passou. Sobre as pessoas que conhecemos, os locais que nos marcaram, e pensar nos tempos que aí veem. "Pensas demais, André", diziam-me este fim-de-semana. Creio que nao. Creio que cada vez menos as pessoas pensam... menos. Deixam-se levar somente pelo sabor do momento.
Nao creio que isso esteja errado. Bem pelo contrário: é saudavel e faz bem. Mas nao em demasia. Depois deste verão, é tempo de "descansar". Se escolhi ir a Fátima mais 3 dias, é porque sei que tenho a ganhar. Sim, irei sozinho, mas ao mesmo tempo sei que todos os quartos estarão cheios, porque de certa maneira lembrar-me-ei de tanta gente que gostaria de estar ali comigo, que duvido se irei mesmo sozinho.
Se saí de um Verão fantástico, é porque vou entrar no Ano espectacular. Nao tenho a minima dúvida disso. As 11 horas semanais no Gregoriano ainda parecem boas de mais para serem verdade. O Grupo de Jovens está mais unido que nunca, após um ano atribulado. O Técnico está lá no mesmo sitio, e afinal... afinal somos mesmo um conjunto de amigos que escolheu um curso meio marado para fazer a vida. E a Cacao aceitou dar uma maozinha com a catequese.
Que mais se pode pedir?
P.s.: Amanha, 15:30 - Igreja da Luz. Hora alterada, afinal há um casamento às 17.
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Histórias

Perguntei-me que reacção terás quando, rodeado de netos, folheares o livro de recordações do teu baptizado e parares na fotografia de cima? A todas as outras pessoas, saberás dizer que eram tios, tias, primos, avós. "Quem era este senhor, avô?".
Bom, nao interessa! Apenas, quando souberes ler e se encontrares este blog, gostaria de dizer que.. gostei imenso. Do baptizado, da tua familia, da tua terra, do teu modo desajeitado como tentas andar. Esmerei-me, tentei tocar o melhor que consegui. Espero que tambem tenhas gostado da festa, embora pelo teu sorriso, mesmo quando a àgua caiu sobre ti, aposto que sim.
Cresces numa familia especial, onde tu próprio és de longe especial. Espero poder continuar a acompanhar-te, a poder dar-te viagens espaciais de alguidares ou de carrinhos de mão, tudo o que puder.
E quem sabe...

quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Alegria
Quero agradecer por me ter enganado. Por ter estado errado. Por ter pensado que a amizade era substituivel....
... E mesmo quando o Bruno, colega do 7º ao 9º, o melhor guitarrista que eu conheço, me vem falar apos tanto tempo sem nos vermos, e ainda me chama "irmao", é na certeza de que a amizade, afinal, é das coisas mais porreiras que Tu criaste... isso enche-me de Alegria, é certo!

Vou voltar à Casa do Bom Samaritano. Para ajudar, para começar o ano da melhor maneira, para dar-me, para dar aquilo que sou. Vou à casa onde so entra alegria. Tudo o resto que nao combine bem, fica lá fora!
Agradecer-Te nunca será de mais. Até pelas vitórias do Sporting! Ja viste? Estamos (suponho que nao Tenhas clube, portanto se quiseres, eu pago-te as cotas!) em primeiro! Haverá alguma razao para nao dormir com um sorriso estampado no rosto?
P.s.:
Pedro estava aqui ao lado enquanto escrevia o post. Ao trocar as janelas, olhou para tua, viu a tua imagem, e sorriu.
"Precisa de treino para chegar ao teu estilo, mas está no bom caminho!", disse, com um tom trocista, mas com um sorriso na cara. O meu lado-oculto olha agora para as plantas de outra forma. Mas ainda pisa a relva. Ha mal nisso?
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Surgiu-me a ideia de partilhar a minha musica. Nao no sentido estrito da frase. Achei, depois, que deviamos ser "obrigados" a parar e reflectir. No bom e no mau. Entao tive uma ideia! A ideia é esta:
Na Quarta feira, dia 10 de Setembro, gostava de convidar, quem quisesse, a ir à Igreja da Luz, em Carnide, por volta das 16:30 horas. Vou lá estar a tocar órgão. A ideia era passarmos lá uma hora, ao som da minha música, mas uma hora de reflexão pessoal. É só ir para lá, sentar, eu toco, tu pensas no que achares importante...
... tu pensas, eu "acompanho-te" ...
... e de certeza que Ele nos tocará a todos!
Fica o convite :)
Silêncio
A frase nada tem a haver com a imagem. E nao sei porquê. Talvez esteja ligada. Talvez até tenha tudo relacionado. Nao sei porque a escrevi...
Agora que penso melhor, a frase vem da imagem!
Nao posso escrever muito depressa, o Pedro e a Claudia ja dormem, e o pc está no quarto deles.
Silêncio.
Apuro o ouvido. Oiço as suas respirações. Sincronizadas.
Silêncio.
Abro a pasta das fotografias, e revejo o Verão todo, de uma ponta à outra. Sorrio. Mas como é possivel que aquele local realmente exista, que nao foi um sonho?
Silêncio.
Pedro acorda, sinto que alterou a respiração. Percebe que estou no computador, olha-me, e diz: "Senhor, eu sei que um dia entao, conseguirei amar! Espero em Ti!" e voltou a proteger Cláudia. A frase era de uma musica. Pu-la a tocar. Anseio tanta coisa, quando nao devia ansiar nada, mas apenas o simples viver.
Silêncio.
Entro o ano como uma proposta para Vice-Presidente da AEIGL. Deixa-me com um grande sorriso. A familia vai-se reunir outra vez. Isto de sair de férias inesqueciveis e voltar a encontrar outra parte de mim é fantastico.
Silêncio.
..Parte de mim.. a imagem. E não só. Ha tanto que é oculto.
sábado, 30 de agosto de 2008
Sporting
Nao esperava escrever aqui acerca do Sporting, até que me apercebi que tem tanto de Oculto como o resto.
É uma paixao. É indiscritivel. Ouvir ou ver o Sporting a jogar é paralisante. Lembro-me quando era muito mais novo, talvez 9 ou 10 anos, e a febre do verde começava forte em mim. Sempre fui fiel às cores leoninas, mas so a partir dessa idade soube apreciar melhor. Quando o Sporting jogava, e eu supostavamente ja devia estar a dormir, tirava um velho radio da gaveta, punha-o ao lado da almofada, e ficava a ouvir até o jogo acabar.
Lembro-me de vestir a camisola do Peter Schmeichel, para cada jogo que dava na televisao. Ficava sentado no sofá, completamente embrenhado em cada jogada.
Lembro-me quando ganhámos os dois campeonatos, e a sensação que era. Mas lembro-me tambem quando num desses anos, perdemos a Taça de Portugal para o F.C.Porto, e fui-me deitar completamente lavado em lágrimas.
São histórias que fazem rir pelas figuras, pela raiva e alegria. É um fenomeno curioso. Cada golo é.. nao sei. É estranho, porque parece sempre que nunca tinha visto o Sporting a marcar um golo.
Lembro-me quando, ainda há 2 semanas, o Sporting jogava a Supertaça contra o Porto. Eu estava num jantar na Fajã, e consegui "desligar" do jogo. Perto do final, fui à carrinha ouvir o resultado final. Quando ouvi o 2-0 para o Sporting, sai, ajoelhei-me, e agradeci com os braços para o ceu. Figuras um bocado ... estranhas, mas é assim!
E quando vejo o verde a derrotar o vermelho? Ui!
Nao há nada como o Sporting!
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Deverei dizer "boa noite", ou isso é escusado? A esta hora ja voces estariam a dormir, mas agora duvido que o estejam a fazer, estando eu e o Miguel enfiados na sala, de comandos postos na mao, a fazer os nossos interminaveis jogos de PS2.
Agora que penso melhor, o "Verão" está a acabar. Surge-me, entao, tudo o que fiz neste Verão e queria partilhar convosco. (Embora logo a seguir me pergunte porquê, visto que sabem melhor do que ninguem o que eu fiz.)
Acima de tudo, sei que foram meses diferentes do habitual. Pelos locais, pelas pessoas, pelas actividades, pela disposiçao. Claro que sabe sempre bem voltar cá. Acima de tudo, sinto-me daqui, desta casa, desta cidade, deste sotaque e viver.
Diziam os alemaes, nao sei se perceberam, que estranharam-nos ao inicio, porque eramos muito sorridentes. Ficámos um bocado surpresos, mas depois apenas dissemos que... so tinhamos "razoes para sorrir".
Chego ao final destas férias so com "razoes para sorrir". E com uma energia renovada, ou lá o que é isto que sinto.
Nao sei se vai ser um ano fácil ou nao. Sei que vou poder dar o que posso dar. Pelo menos tenho a certeza absoluta que é isso que voces querem, e ainda gosto de concretizar alguns dos vossos sonhos, aqueles que estiverem ao meu alcance.
Daqui a um ano, voltarei a estar neste clima de noitadas, PS2, etc... e sei que vai ser outro Verao diferente. Assim como o do ano passado nada teve a haver com o deste, sei que vai sempre mudando.
Fica a garantia de que tudo vai correr bem. Nao sei bem como, mas sei que vai.
Entretanto, estou com uma fome de panquecas enorme. E nao decorei bem a receita. Uma das resoluções para este ano devia ser "aprender-a-cozinhar-decentemente", mas creio que que vai ter que esperar.
A rua está vazia, nao oiço barulho nenhum. É brutal estar aqui.
É brutal estarmos aqui.
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Praia do Norte
Obrigado...
sábado, 23 de agosto de 2008
Paula, Joao, Joana e Jesus
O teu olhar, Paula, é d'Ele. O teu sorriso, humor e alegria, Joao (Parabens, ja agora!), são d'Ele. E tu, pequena Joana, cresces no centro de tanto Amor, no melhor local onde poderias crescer.
Quero poder olhar para e por voces. Fica a certeza que vou voltar. Porque parte de mim tambem ficou convosco. Com toda a alegria e amor que isso significa.
Acabo de escrever, e Pedro encontra-se atrás de mim. Está sentado, e chora.
"Porque choras, Pedro?", perguntei.
Fez um sorriso. Percebi. Fez o mesmo sorriso que eu faço ao olhar para as vossas fotografias. O mesmo sorriso quando entrei na vossa casa, o mesmo sorriso quando vos vi a entrar pela garagem do Bruno, o mesmo sorriso enquanto cantavamos às 4 da manha, o mesmo sorriso que sei que vem dalgo que nao eu.
O Nosso sorriso. Estarei sempre convosco!
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Amar
Nao vale a pena ligar-te a dizer que o fizeste. Sabes da nossa capacidade de falar sem telemovel, a capacidade de saber quando estamos a pensar um no outro sem falar, essa ligação estranha que mesmo apos isto tudo... continua.
Nao sei se quiseste fazer isto tudo. Seria ingenuidade minha pensar que sim. Mas fizeste-o.
Porque há coisas que nao se explicam... apenas existem!
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Cacao
- Tenho uma má noticia, André..!
- Mau... o que é que aconteceu?
- Olha.. olha o que fizeram à Cacao.
E mostrou-me isto:
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Linhas
O silêncio permite ouvir uma respiração mais detalhada. Nao quero ir dormir.
Hoje, na missa da Praia do Norte, na ilha do Faial, o Padre Joao gesticulava fortemente os braços na homilia. Estava empenhado no que dizia, e nao pude deixar de lhe seguir o pensamento. A certa altura, ele exclama:
"Porque nós todos, muitas vezes, temos uma fé infantil..! Quantas vezes me veem senhoras e senhores a dizerem que rezaram muito e pediram muito e nao sei mais o quê, e como nao aconteceu o que eles queriam, entao deixavam de acreditar Nele"
As horas nao permitem uma fiel reprodução, mas terá sido muito por volta disto. Foi uma ideia que me tocou bastante. "Fé infantil". Tocou-me na maneira como por vezes tambem deixo de acreditar tao facilmente. Tocou-me porque revi-me logo na figura retratada pelo Sr.Padre.
Por coicidencia (?), hoje à noite tivemos a agradavel companhia do Padre Joao ao jantar, na casa de praia da Faja, um pouco mais abaixo aqui da aldeia da Praia do Norte. Enquanto a familia ia conversando com os dois seminaristas tambem convidados, aproximei-me do Padre Joao e agradeci-lhe a homilia que tinha dado. Expliquei-lhe que quando um jogador de futebol joga bem, é noticia na primeira pagina, logo... quando um padre fala e nos toca, tambem o deviamos reconhcer. Ele sorriu imenso, olhou-me e disse:
"Muito obrigado, André! Sabes... todos nos temos muitas vezes uma fé infantil."
Lembrei-me entao de uma frase que eu tinha dito ao Tiago, ontem, durante uma das nossas viagens entre Horta-Praia do Norte: "Deus escreve direito por linhas tortas".
Acho que é isso que dá a "piada" ao estilo como Deus actua. Se tudo caisse do ceu, de nada valeria lutar, e seriamos todos uns "encostados à poltrona". Percebi que nao é facil seguir o caminho, sabendo que uma queda ou recuo ou algo parecido significa sempre um avanço ainda maior. Temos, ou tenho, a tendencia a desistir ao fim da queda, e pensar que so vale a pena ficar quieto no meu lugar. Ter fé infantil, é, afinal de contas, tao simples.
Antes de eles dormirem, comentámos que andavamos a orar muito pouco, para uma tripla como esta. Aqui fica, entao, a nossa oraçao desta noite:
"Senhor,
queremos-Te seguir,
construir a nossa casa sobre a rocha,
sorrir ao estranho que passa,
na certeza de que tambem Estás lá.
Para que no meio do mundo dos Franciscanos nos dês certezas...
... para que no meio do mundo dos engenheiros biológicos nos dês confirmações...
... para que no meio do mundoo dos matemáticos nos dês resultados...
Oramos-Te"


























