segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

2008 em imagens























quarta-feira, 24 de dezembro de 2008



Feliz Natal!

É tempo de paz, disse-me. E continou em frente. Tinha barbas, era alto e forte. Deixou, no seu olhar, uma incerteza de rumo. Mas a certeza de que Natal é isto: tempo de paz.

Desejo a todos que acompanham este blog, este quase-diário, um Feliz Natal. E deseja-lo pede que tambem o saiba sentir! Nao é facil! Nos dias de hoje, passa-me quase ao lado.

Mas os momentos com a familia, no Algarve, acendem essa chama que gosto de ver brilhar. É natal!

domingo, 21 de dezembro de 2008


Ao meu Grupo de Jovens...

... Obrigado!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Nós


De salientar que tu e a Bayley sao as unicas caras normais.

Indo ao assunto sério: foi brutal. Pelas músicas, mas tambem pelo ambiente. Nós todos, lá atrás, num banco, e uma vez iam uns... depois outros... depois fui eu. E feito. Concerto feito.

Enquanto voces cantavam uma musica a 4 em que o Ricardo nao estava, virei-me para ele e disse na brincadeira: "Esta é a nossa grande familia gregoriana!". E é mesmo.

Sei que te tem faltado, porque dizes, uma certa reação daquelas pessoas que esperamos sempre que fiquem tao entusiasmadas quanto nós. Eu sei, e percebo-te, como tambem te disse. E nestas alturas que nós somos... a familia gregoriana!

Somos nós que actuamos em frente a 200? 300? 400 pessoas? Nao sei quantas foram, mas as suficientes para encher a igreja.

Somos nós que crescemos à procura dalgo fabuloso. E temos que lutar para isso. E enquanto "lutamos" lado a lado, se reparares, as coisas tornam-se mais faceis.

Estamos na melhor escola do país, diz muita gente entendida da matéria. E é como te digo: a escola faz-se, claro, dos seus professores, mas tambem dos seus alunos!

Enquanto cantavas a tua música a solo, milhares de cabeças pairavam curiosas. Tens uma pose fantastica, e mais que isso, uma voz fantastica. Vais longe, disse nao duvidamos. Nao so eu... somos nós todos que temos a certeza de o teu futuro é certo :)

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Nao te esqueças:

"O Caminho faz-se caminhando."

E tu.. tu sabes caminhar muito bem :)

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Les Bergers


Ao nosso jeito, vamos desbravando o caminho.

"Caminho !", como tu lhe chamaste.

Umas vezes, eu lidero os trilhos, traço mapas e novas etapas. Noutras, tu conduzes, gesticulas, lideras.

E caminhando juntos, o passeio torna-se mais agradavel.

Porque sei que estás aí...
...porque eu tambem estou aqui, sempre, para ti!

domingo, 7 de dezembro de 2008

Para repetir


Um dia, em tom de brincadeira e a meio de uma conversa, alguem sugeriu que podiamos ir cantar para a Baixa.

Fomos!

E vamos lá voltar outra vez. Avisarei em tempo oportuno.

Porque nao há nada como a música.. partilhada :)

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Um dia




Um dia...

Um dia saberei Cantar esta música. E dar-lhe significado a todas as linhas, e nao só a algumas.

Um dia...

Sem pressas!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Driving through the night


O Luis tinha acabado de fechar a porta do carro, e eu esperava que ele fosse para dentro do seu prédio, para poder ir embora. Tinhamos saido de mais um ensaio com os escuteiros, e eu tinha-o ficado de levar a Telheiras.

O que eu nao esperava era companhia na viagem de volta para casa. E assim, quando o Luis saiu do meu horizonte e eu me preparava para trancar as portas, alguem deita a mao à porta do lado do passageiro. Fico estarrecido. Tranquei rapidamente as portas, e continuei a olhar para o sujeito. Nao lhe via a cara, apenas o corpo. Nao era muito grande, nem muito forte, e estava vestido com roupas um bocado estranhas.

"Túnicas?!" - pensei. Era o que pareciam. Mas nao fazia muito sentido.

O sujeito la resolveu baixar-se e mostrar a sua cara. E...

"Ah! Ahahhahha!" - ri alto. Abri as portas do carro. Aquele sorriso que me olhava era inconfundivel. Deixei-O sentar-Se ao meu lado. Melhor dizendo, Ele deixou que eu O pudesse transportar naquela viagem. Sentou-Se, Olhou para mim e riu-se alto:

"Entao André? Mas querias que eu ficasse à chuva? Olha que estas roupas nunca foram as minhas predilectas para esta época!"

Que Jesus tem uma maneira peculiar de fazer as coisas, eu ja sabia. Mas surpreende-me sempre. Liguei a musica, tinha levado um cd de Natal.

"Desculpa lá. Nao tens medo de vir comigo? Tu... deves ter outras maneiras mais... seguras." - respondi com um riso.

"Estou aqui porque gosto de fazer companhia. E a viagem ainda é um bocado, e dá para falarmos."

Inversão de marcha, e arranquei. Estranhei a Sua presença, embora soubesse que precisava. A noite chuviscava, os carros eram poucos. Sinal vermelho. Aproveitando a paragem, olhei para Ele. Percebi que tinha de falar. E desta ver, fui eu que adivinhei as perguntas d'Ele. Hábitos.

"Está tudo bem. Um bocado cansado, as semanas tem sido a dar o litro, sempre. Com momentos de descanso para equilibrar."

Ouvi-O a rir-se.

"Se fosse só isso.. Vá, conta la. Sem medos. Sou eu, caramba!"

Cocei a cabeça. Sinal verde. Avancei lentamente, a pressa de chegar a casa nao era muita.

"Faz-me confusão. Nao sei o quê, mas algo anda a fazer-me confusao...."

Jesus inclinou-se para a frente, apoiou os cotovelos nas pernas, e a cabeça nas maos. Nao tinha cinto. Avisei-O. Ele olhou-me com um olhar quase irónico. Suspirou e disse:

"Percebo-te. Mas em verdade, em verdade te digo: louco é aquele que nao sonha." e endireitando-se, disse: "Ja viste bem o sonho de meu Pai? Se alguem aqui tivesse esse sonho, chamar-lhe-iam louco. Achas que é?"

"Nao. Mas digamos que logo à partida é um bocado surreal."

Jesus fez um ar conclusivo. Como alguem que tinha acabado uma demonstração matemática muito complicada, ou tinha acabado de tocar algumas peças de Messiaen muito complicadas. Levantou a mao, e apontou. Apontou para a frente:

"Que te faz crer que naquele cruzamento aparecerá um carro vermelho, de matricula acabada em 08?"

"Nada",
respondi. E realmente, porque haveria?

O meu carro avançava calmamente pela noite. E no cruzamento, um STOP obrigava-me a parar, e a abrir a boca em sinal de espanto: à minha frente passava um carro vermelho, de matricula acabada em 08.

"Falta-te fé. Falta-te sonhar."

E dito isto, abriu o porta luvas, tirou uma caneta e um papel, assinou uma receita, como se de um médico se tratasse.

"Quero que ponhas isto, algures no teu quarto."
, e dito isto, entregou-me o papel. Dizia: "Fé, Sonho". Apenas duas palavras. A letra era parecida com a minha. Olhei mais atentamente. Era a minha! E olhei para o modo como Ele escrevia: esquerdino. Achei piada.

O carro continuou, estavamos a chegar perto.

As luzes começaram a apagar-se. Tinha os médios ligados, mas pareciam nao iluminar muito.

Estava a deixar de ver o caminho.

Olhei para Ele uma última vez, sem perceber o que se estava a passar.

"Sonha e tem Fé. O resto... eu trato."

E num sobressalto, acordei.

Será que Ele seria mesmo esquerdino?

Nao sei. Mas o papel... esse está lá no meu quarto.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

"Hoje proponho-me a..."


Perdoa-se, voltando tudo ao normal, ou perdoa-se, tendo a consciencia de que se.. perdoa?
Nao é necessário que tudo seja como dantes para haver perdao. Apenas tem que haver.. perdao.

Hoje relembro os dias em que fiz voluntariado na Casa do Bom Samaritano.
Bolas, mas isso é relembrar o Verão. E fico num impasse. Faço escalas temporais e ligo acontecimentos em querer, e caio num desanimo.
"Vamos, André. Ja foi!", diz-me Pedro. Compreende-me, e sabe acima de tudo que nao é facil.. perdoar.

E quando estou perto de cair na angustia desse Verão, relembro as meninas com quem partilhei 3 dias, e com quem aprendi tanto.

Respiro, suspiro. E um som de violinio ecoa ao longe. Soa para me acalmar. É a "Paixao Segundo Sao Mateus" , de Bach.

Lembro-me, entao, do desafio que propus ao meus meninos da catequese, quando estávamos de maos dadas na capela:

"Pessoal, desafio para este Advento.... (...Ricardo, dá as maos... Gonçalo, pára de baloiçar, por favor..). Todos os dias, quando acordarem, tem que se propor a voces mesmos um desafio. Dizem: "Hoje proponho-me a...", e escolhem algo que sabem que nao é facil, mas que vai ajudar quem estiver ao vosso lado."

O Francisco soltou logo uma frase: "Tal como nao falar durante as aulas ou ajudar a mae a por a mesa?"

Sorri. Sim! É isso! Temos que descobrir o nosso desafio, e faze-lo conscientes de que ajuda! Claro que pode parecer simples ajudar a mae a por a mesa. Mas todos nós, quando tinhamos aquela idade, nao nos agradava muito.

"É um jogo entre voces e Jesus. O objectivo é sairem todos vencedores: voces se conseguirem completar o desafio, e os que estao ao vosso lado, porque teem a vossa ajuda! E o Jesus ajuda-vos na maneira de melhor se lembrarem de como resolver o desafio!"

Todos os dias tenho feito o meu. E nao é facil! Sim, porque ninguem gosta de desafios faceis, e sei quanto mais alta for a fasquia, melhor será o resultado final.

O mais impressionante é que mesmo a meio do dia, há uma vozinha em mim: "André, tens que resolver o desafio!".

Proponho-me sempre a amar e ajudar, a dar e escutar, mas isso é... natural.

"Hoje proponho-me a..." é o meu tema de Advento. 4 semanas de Desafios.

Para poder fazer um 2009 com 365 Desafios!

domingo, 23 de novembro de 2008

Músicos!


Ana, Don't Panic chega para falar desta noite, ou é preciso algo mais? Lembro-me quando pus a música, e olhei em frente. Estavamos em plena autoestrada, e sem mais nada, estendes-me a mao. Apertei-a, e percebi. Obrigado. Andava esquecido de músicas que nao se podem esquecer.

Manel,
ainda me estou a rir com a histórias que me contaste acerca de um certo sujeito do Gregoriano. Ha coisas que nem contadas..!

Rita, nao deixei de ir à Pans comprar as minhas baguetes. Nem eu, nem o Jorge.

Alberto,
penso sempre se será mesmo mesmo mesmo verdade aquela história de por vezes nao conseguires tocar cravo porque nao aguentavas com os braços, ou dedos, ou lá que era.

Raquel e Tiago, obrigado. Puseram meio mundo paralisado com o vosso video. E poem meio mundo a acreditar que tambem o "Grupo dos Encalhados do IGL" um dia estará vazio.

Laura, apenas gostava de dizer que... tens sido a pessoa mais impressionante desde o inicio do IGL. Pelo que temos feito naquela casa, pelo que temos rido nas aulas de ATC, pelas manhas a tentar estudar, pelos apontamentos de baixo cifrado que nunca me chegaram às maos, pela espectacular viagem que estamos a organizar, pelos Podactus com Açucar que ainda nao existem mas um dia existirão. És mesmo a Presidente :)

Músicos. Somos, e seremos, um dia mais tarde, é certo.

sábado, 15 de novembro de 2008

Noite


Sexta escrevi, mas nao publiquei:

"Estaciono o carro. Tinha dado à pouco a cançao "The Story", depois mudei de radio e ouvi "I would die in your arms tonight", e soava agora um "Listen to your heart".

Sorri da "brincadeira". Era noite, a lua estava cheia, e mais um dia ia chegando ao fim. Desliguei o carro, e a música.

E naquele instante senti-me completamente só. "

Hoje é diferente. Percebo porque me senti completamente só.

Hoje suspiro, cheira-me a cansaço.

Trabalho feito, tempo de descansar.

E a lua lá fora.. lá fora brilha.
Nao está cheia. Não precisa.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Ave Maria - 30/06/2007



Já é antigo, já o tinha publicado, mas relembra outros tempos e nunca é de mais recordar estas actuações.

Obrigado, Joana :) !

sábado, 8 de novembro de 2008

Reflexão


Tempo de reflectir.

Tempo de saber destruir sonhos.

Mas tempo de pensar que é verdade:

"Deus, pelo poder que exerce em nós, é capaz de fazer mais, imensamente mais do que possamos pedir ou imaginar. Glória a Ele, na Igreja e em Cristo Jesus, em todos as gerações, pelos séculos dos séculos. Amen." Ef 3, 20-21

Mas afinal, que Queres que eu faça? Aonde me Queres levar? Dizem que Tu nao falas, apenas sussurras, mas ás vezes penso que nem isso fazes. O pior é que moves "exércitos" à minha frente, e nao dizes nada.

Confesso que por vezes nao percebo os Teus códigos. Ou sou muito burro, ou nao consigo decifra-los. Nao me zango por isso, apenas acho que já começa a ser tempo.

Sim, imagino o Teu olhar sobre o meu, e dizeres calmamente: "Espera."

E eu espero.

E enquanto espero, vejo coisas a serem-me tiradas, outras a entrarem na minha vida, e tudo sem nexo algum.

E sei que tudo um dia mais tarde fará sentido, por Tua causa.

É tempo de destruir sonhos. Custa. Imenso.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008


Cantemos. Algo em modo maior, enquanto eu, encostado ao meu canto, no sofá, oiço e fecho os olhos. É bom estar ali!

domingo, 26 de outubro de 2008


Um dia saberei exprimir o hino à vida que sinto em mim.

Apesar de toda a agitação semanal, ainda sou acordado durante a noite para conversas.
Ainda me abanam, e dizem: "Hey, pst, André...", e eu acordo, partilho histórias e ideias, e adormeço melhor.

O dia começa cedo, e acaba tarde. Mas no meio das 12498 coisas que se tem para fazer, há sempre tempo para tudo.

Chegar ao fim do dia cansado, mas com sabor a missão cumprida é muito bom.
É sinal de que há um hino à vida.

sábado, 18 de outubro de 2008

Comunhão


Tal como o camponês, que canta a semear
A terra,
Ou como tu, pastor, que cantas a bordar
A serra
De brancura,
Assim eu canto, sem me ouvir cantar,
Livre e à minha altura.

Semear trigo e apascentar ovelhas
É oficiar à vida
Numa missa campal.
Mas como sobra desse ritual
Uma leve e gratuita melodia,
Junto ao meu canto de homem natural
Ao grande coro dessa poesia.

Miguel Torga

Hoje é daqueles dias que se pudesse, regredia naquilo que tenho tentado construir na minha cabeça. A lua nao está cheia. Talvez como eu. Nao estou cheio.

Lembro-me do "quase-frade" do filme de ontem. Percebes? Sei que sim.
Obrigado. Por tudo!

Pensamentos não-ocultos


O filme "Irmão Sol e Irmã Lua" deve ser o que mais vidas mudou em todo o mundo. Torna-se um "perigo" saudavel, ver aquele filme, sabias?

Trata de episódios da vida de S.Francisco. É já muito antigo, mas de uma espectacularidade sem igual, transimite algo mesmo forte.

Estarás a perguntar-te porque pensei muito em ti durante o filme. É simples: a Santa Clara tinha muitos traços teus. Não fisicos: ela era loira e de olhos azuis. Era a maneira como ela queria abraçar a vida. Hum.. pera. Talvez o que mais me fascinou nessa ligaçao entre tu e ela foi a alegria com que ambas falam de Deus.
É simples. Tu própria sabes do que falo. Depois da tua peregrinação com as equipas, o teu post tornou-se Vivo. Sinto-me estupido quando tento passar para texto aquilo que senti com tanta certeza: é que ao ve-la a falar no filme, surgiu em mim um pensamento qualquer e dei por mim.. "Eish! Parece mesmo a Cacao!".

E lá está... tambem ali a Clara dá uma maozita ao Francisco, e nao pude deixar passar esse facto ao lado.

LOL!
Olha, acabou de entrar na net um amigo meu, que disse, literalmente e sem mais nem menos o seguinte:

"Admiro imenso a tua forma de viver e isso
E gostava de saber onde arranjas essa vida toda.."

E acho que nesse aspecto, compreendes-me muito bem. Porque esta forma de viver é acreditando n'Ele. Dizes no teu post: "e é com pele de galinha que digo: É DEUS QUE NOS UNE." É com pele de galinha que leio, e sinto que sim.

sábado, 11 de outubro de 2008

Pequenos prazeres da vida

Perguntou-me, às uns dias atrás, uma rapariga muito simpática chamada Catarina, se a minha vida era alegre. Disse-lhe que sim, claro! E prometi-lhe dar pequenos exemplos disso:

(Centro Paroquial - As mochilas do Pedro e da Izzie)

Pequenas alegrias na vida é acordar à uma da manha com um telefonema, contou-me o Pedro, da Izzie, a pedir-lhe: "Toca a aquela musica... Va laaaaaaaaaa!". E o Pedro la se levantou, meio sonambulo, a tocar com uma mao a musica que era pedida. Soltaram-se umas gargalhadas, e ele até dormiu melhor, disse.





(Monte da Caparica)

Pequenos prazeres da vida é ter um convite numa quinta á noite, para no dia a seguir ir ao Monte da Caparica de manha, com Alguem especial (ao volante. Esse foi uma das pequenas aventuras da vida :P). Descansar de uma semana infernal, soube mesmoo bem!





(Camara de Lisboa, departamento de EntreCampos)

Pequenos prazeres da vida é um estudo bem acompanhado, sem antes pisarmos incessantemente casas e igrejas, localidades tao familiares. É uma companhia que me deixa a sorrir pelo que é, e pelo que quer da vida...


... perdão, pelo que querem da vida. E por poder acompanha-los tao de perto, e saber que lhes ensino muito, ao mesmo tempo que aprendo.




Simples alegrias de vida é ter uma afilhada espectacular de curso, a Sara, e saber que é mais um membro de uma familia de... 3 elementos (eu, a minha madrinha e ela). Ao mesmo tempo, é ter alguem que tenho, de certa forma, tomar conta. Sinto-me responsavel... pelo que cativo. E Sara, nao duvides!... vai ser um grande ano! Aliás, ja está a ser!
(Porque descobrir sorrisos por trás de sorrisos, é outro pequeno prazer da vida. Oculto, de certo. Mas é isso que faz o fantástico.)

sábado, 4 de outubro de 2008

Estrada



Sigo estrada fora.

A estrada nao acaba, e Tu estás sempre ao meu lado a dizer: "VAMOS, VAMOS, NAO DESISTE!". Estilo treinador.

Lembro-me entao da história de hoje:

Eu vinha furioso, Pedro vinha ao meu lado mas nada dizia. Parei ao lado de um semaforo. Nao aguentei, e perguei um murro no mesmo. Os nós dos dedos começaram a sangrar. Pedro continuava a nao dizer nada.

"Nao sabes perdoar, está visto.." , disse Pedro.

"NAO SEI PERDOAR?! Mas tu estás parvo, ou quê? Tu tens tido noção do que aconteceu?", perguntei-lhe.

Pedro calou-se. No fundo, percebia-me. Sabia, como eu, que perdoar nao era facil. Entao depois de tanta coisa a cair em cima de uma so vez, percebi que é uma missao praticamente... impossivel?

"Missões impossiveis... Tu és mestre nisso!", sugeriu Pedro.

"Se fosse, isto nao estaria assim."

"Aí é que entra a tua mestria. É tu pensares que as histórias acabam todas num dia, porque no dia a seguir as pessoas ja ca nao estam."


"Entao sou parvo, isso nao é mestre."

"É.. porque sabemos ambos que é.. e porque é."

Sabiamos? Talvez. Mas o sangue saia dos nós dos dedos.

Tempo de perdoar. Tempo de desafios mais dificeis do que parecem.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008


"Sim, olhar a paisagem...
Olhá-la como um bicho
Ou como um lago
Olhá-la neste vago
Sentimento
De pasmo e transparência
Olhá-la na decência
Original,
Com olhos de inocência
E de cristal."

Reflexão - Miguel Torga

domingo, 28 de setembro de 2008

Missão Oculta

Cheguei, bati à porta. O gabinete tinha um letreiro que dizia: "Gabinete de Jesus. É favor de perturbar e pedir ajuda caso seja preciso. P.s.: Nunca tenho hora de almoço". Fiquei um bocado a medo. Entrar no gabinete d'Ele? Como era Ele, afinal?

"Sim?", ouvi la de dentro. Era uma voz grossa. Abri a porta.

Sentado, com os pés sobre a secretária, estava um homem a ler o jornal. Nao lhe via a cara.

"Ah, és tu, André! Senta-te, senta-te!", e apontou para a cadeira em frente à sua mesa, sem desviar o jornal. Ia-lhe perguntar como sabia que era eu, mas ele fez um sinal de stop com a mao, e disse: "Sabes que eu sei dessas coisas antes de tudo!"

Sentei-me, encolhi-me ligeiramente no meu lugar, e olhei em redor. Era simples, o seu gabinete. Tinha imensas fotografias, de imensos pessoas a sorrir. Foi então que Ele posou o jornal, de ropante, olhou para mim, e disse:

"Gosto de trabalhar com alegria", e dito isto soltou uma enorme gargalhada.

Percebi que algo estava errado. Há minha frente estava um senhor... de cor negra! Levantei-me, preparado a verificar se este era realmente o gabinete de Jesus, mas Ele intrepelou-me:

"É suposto sermos todos brancos?"

Sentei-me de novo. O Jesus... era preto? Agora que penso, que impedia de o ser? Localmente, geograficamente e historicamente, tudo. Mas no Ceu, nada.

"Ontem era loiro, estilo Filandes. Hoje apeteceu-me mudar. ... Queres chocolates?",
disse, tirando uma caixa de bombos... do Continente. As pernas continuavam em cima da mesa, nao se mexia muito, sorria imenso e era calmo.

Enquanto comia uns bonbos, fez-se silêncio. Ele olhava para mim, curioso. Ganhei coragem e perguntei-lhe:

"Desculpe...", mas fui subitamente interrompido por Ele. "Desculpe?!", perguntou com um sorriso ainda maior, "Nao! Desculpa! Isto é de Mim para ti. Vá, deixa-te de cerimónias, fala rapaz!".

Ri-me timidamente. Fogo, mas como é que Ele pensava que isto era? Facil? Era.. Ele!! Sorri com o meu pensamento, e continuei:

"Desculp...a, Jesus, mas ainda nao percebi bem o que estou cá a fazer."

"Isso é mais que natural. Chamei-te, há uns tempos atrás, nao sabia é quando virias! Bom, conversas à parte, toma e lê isto." e tirou de uma pasta cor de pele, pos em cima da mesa, e endireitou-se na cadeira.

Peguei na pasta. Dizia: "CONFIDENCIAL" , bem sublinhado. Em baixo, dizia: "André Fernandes Ferreira". Abri, e na primeira pagina vinha uma fotografia de alguem que eu bem conheço.

"Sara?! Sara Ferreira?!", exclamei. Nao percebi porque é que a Sara estava numa pasta com o meu nome, a dizer confidencial.

"Sim, André. A tua missao."

Claro está, fiz cara de parvo. Jesus riu-se, e continoou:

"A tua missão passa por estares sempre ao lado dela, quando for necessário"

Parecia algo estranho, esta missao. Estar sempre ao lado dela, sabendo que ela tem namorado, soava-me... estupido. Isso faço com qualquer amigo que necessite. Ele percebeu, claro está.

"Não poderás perceber, mas podes fazer. E é tudo o que tenho para te dizer."

Dito isto, levantou-se. Num ápice, visto um casaco, e preparou-se para sair. Foi então que percebi que a pasta tinha mais folhas, e fiquei curioso. Quando me preparava para ver o resto, Ele pos a mao por cima, muito educadamente, e retirou a pasta.

Quando cheguei a casa, olhei para a porta do meu quarto. Lá ainda tenho um papel do Grupo de Jovens em que a letra dela dizia: "Obrigada por olhares por mim :)". Ora... eu é que agradeço!

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Encontros

Pedro chegou a casa, e veio ter comigo. Estava calmo, muito calmo, mais calmo do que era costume estar.

"Estive com a Izzie."

Esbugalhei os olhos. Como era possivel? Como se conheciam eles os dois? Nada disse, apenas pus um ar estupefacto, e Pedro percebeu. Sorriu, passou a mao pela barba, e disse:

"E aprendi imenso."

Nao percebi. De todo. Nem como ele se tinha encontrado com a Izzie, vizinha, nem como poderia ter aprendido com ela, num só dia.

"Há coisas que nao se percebem. E deixa-las assim, sem se perceberem, mas sabendo que sao importantes ou nao, por vezes é... o mais importante."

E pensei de novo em mim. Há coisas que nao percebo. E essas tenho que deixa-las assim. Custa? Sim, custa. Mas naquele momento, ja nem isso me estranhava. O Pedro tinha-se encontrado com a Izzie? Wow.

Ha coisas que nao se percebem!

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Obrigado

Nem sei como te agradecer. Deitei-me com uma mistura de sentimentos esquisitos. Ao mesmo tempo que queria esmurrar a parede, tambem queria dormir. Ao mesmo tempo que me apetecia ir para a varanda berrar, apetecia-me sentar e reflectir.

Depois percebi: tinha duas maneiras de decidir como acabava aquele dia. Como daria o enfâse à conversa que tivemos. Percebi que se, à uma e meia da manha estavamos vai-nao-vai para desligar, e de repente ficámos mais uma hora ao telefone, mesmo sabendo que tinhamos aulas no dia seguinte, é porque tinha valido a pena. Aliás, até 5 minutos teriam valido.

Obrigado por teres ouvido, obrigado por poder ter desabafado as coisas que ao inicio pareciam estupidas, mas que precisavam de ser desabafadas. Obrigado por termos deixado Ocultos de lado, apostando naquilo que, apesar de escondido, fazia sentido.

Acabei a conversa agradecendo a mim mesmo o convite que te fiz para dares catequese comigo. Como dizem as Irmãs da Divina Providência: "Temos que esperar, que Ele actua." E nao podia ter-me lembrado de ti em melhor altura.

Disse-te, ontem, que era essencial agradecer. Sempre :)

Back home!


De volta!

Como posso dizer? Estar de volta aquela casa é qualquer coisa. É uma familia. É estar de volta à Casa.

É estar de volta às piadas do EVP e à descoberta de molhos no meio de ATC. É voltar à descoberta dos magnificos menus do McDonalds.

É voltar às ideias de trasnformar a sala de alunos num espaço ainda mais nosso. É voltar à casa que queremos transformar para que seja ainda mais nossa.

É ter projectos arrojados, mas sabendo que esses projectos é que dao vontade de fazer, porque sabemos que temos capacidade.
É ter uma A.E. que nos deixa orgulhosos...


... pelos lideres, pelas suas ideias, pelo divertimento que é Viver ali. Porque agora os dias vao ser interminaveis. Porque mais que tardes, serão tambem manhas. Serão os nossos dias.

Precisamos definitivamente de passar a dormir lá!

quinta-feira, 18 de setembro de 2008


Debruçado sobre numeros, com a musica de orgao ainda a ressoar na minha cabeça, olho para o lado. A lua está gigantesca e brilhar como se do sol se tratasse.

Ha paisagens que nao se esquecem.

Ha sorrisos que nao se apagam. E ainda brilham, algures. Gosto de ficar surpreendido.

Hoje dava uma bela noite de estrelas na Fãja. Vou la ter. Depois de acabar a minha ficha de Análise Complexa e Equações Diferenciais. Chamam-me louco, idiota, toto, chanfrado.

Agradeço, sem duvida!

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Histórias de meia-noite

A voz do outro lado do telefone soava triste. Entretanto, outro telefone toca, e tenho que atender. Fala-me, lavada em lágrimas, outra voz triste, a chamar-me desesperadamente.

Saio, preocupado. Eu próprio andava triste, e naquela noite eramos 3 assim.

Cheguei, escutei. O choro inicial passava a um sorriso escondido. Resolvo ligar à primeira voz, que eu sabia que andava melancólica. Afinal estava ali bem perto, e encontrámo-nos os 3.

E no meio da noite, acabavamos o dia a falar. De inicio, cada um estava triste pela sua razao, cada um no seu lado. No final, a tristeza dava lugar a sorrisos. A mudanças de planos.

Saimos de carro, era tempo de voltar a casa. Primeira paragem: casa da Sara. Saiu com aquele sorriso, dela, simples e sincero. Lágrimas? Nem vê-las.

Segunda paragem: a minha casa. O Tiago parou o carro, fizemos o nosso cumprimento, e deixei-me estar ali, sem dizer nada. "Em que pensas?", perguntou-me.

No que é que eu pensava? Que tinhamos cumprido mais uma missao. Que nesta noite, alguem me chamara, e pude ajudar.

"Mentira, André, mentira", diz-me Pedro, sem me olhar. "Sabes perfeitamente que nao era isso."

Pois nao. Mas quero pensar que sim. Histórias de meia-noite. Nao as percebo.

sábado, 13 de setembro de 2008

(Re)Encontros


Quando a Ana me apareceu na internet a dizer: "André... lembras-te da Patricia?", reciei ouvir a mesma noticia que ouvi acerca do Gonçalo Botelho, há uns anos atrás. E o que temos nós todos em comum? Fomos colegas da 2ª à 4ª classe.

Ainda fico um bocado pasmado quando penso que o Gonçalo já partiu. Foi por isso que escrevi um bocado a medo um "Sim, lembro-me...". Foi então que vim a saber que a Patricia tinha leucemia.

É estranho. Depois de tanto tempo sem falar, ver ou conviver, é ainda grande a preocupação que temos uns com os outros. De tal modo que combinámos ir ve-la, alguns dias depois. Pensei que era uma ideia um bocado ... extragavante (?). De repente, aparecer no quarto dela 4 pessoas que ela ja nao via ha mais de 10 anos, soava-me estranho.

Mas lá fomos. E foi bastante bom: há laços que nao se perdem. E dizer frases como "Ana... estás na mesma!" ou "Andreia, continuas a liderar como de costume!" é porque passaram 10 anos, mas de repente saltámos para o passado. Uma mistura interessante.

Foi bom ter ido visitar-te, Patricia. O teu sorriso continua o mesmo, e numa situação destas, ve-lo era a melhor maneira de sermos recebidos, e senti admiração pela forma como enfrentas. Fica a promessa de que havemos de voltar, e desta vez levamos mais gente, e até o Professor Rogério.

Achei piada ao teres dito que "Nao te reconhecia mesmo, André.". Porque senti que o tempo, apesar de tudo, nao tinha passado. E, como pseudo-Matemático, imagina que voltamo-nos a ver daqui a 10 anos?

Então ainda vao ficar muitos filhos na mesma turma, no Grão Vasco, claro! E quem sabe, até apanham o Rogério. Reencontros!