sábado, 4 de abril de 2009

Escócia '09



Esta será apenas um de muitos monumentos históricos que irei visitar dentro de 4 dias...



... com mais estas 11 pessoas! (Quem é que me descobre na fotografia? Vá, nao é dificil!)

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Carnide


Hoje foi mais um dia de re-encontros. É optimo! Histórias e mais histórias a serem partilhadas, na minha "terra", por aqueles com os quais terei sempre uma ligação especial.

Quando começo a ouvir "Lino!!", percebo que voltei. Aos tempos de colónias. Aos tempos de acampamentos. Aos tempos de PESadas em casa do Ricardo, e futeboladas até mais nao. Passeios de ida e volta até ao Colombo.

Sao um conjunto de episódios com os quais rio imenso e que vale sempre a pena poder rever. Uma história bem escrita, disso nao tenho duvidas.

Foi a melhor forma de ter acabado o dia!

sábado, 28 de março de 2009

Revelações


Agora que tenho tido um regresso às origens, com um retorno convidado à Igreja do Seminário para ajudar na festa dos 800 anos da Ordem Franciscana, há algo em mim que nao posso deixar de partilhar (ou deixar passar impune).

Nao é a primeira vez que, de repente, se tivesse o hábito Franciscano em cima e despojado de tudo aquilo que me pode ser dispensavel, eu gostaria.

Conheço bem a ideologia Franciscana e nao me é nada .. incomoda. Para mim, faz todo o sentido. E mais do que fazer sentido, é um modo de vida ao qual eu gostaria de pertencer.

A ti, que estás a ler, nao te deixes surpreender. Talvez a pergunta que se impoe a seguir é: entao porque nao largas tudo e te tornas Frade?

Curioso. Vejo algumas pessoas a rirem-se com a situação. É natural. Eu tambem.

Bom, pergunta merece resposta. E é a mais obvia de todas. Porque faze-lo seria radical. Nao deixa de ser irónica. Afinal, na conotação de hoje em dia, radical é aquele que é capaz de aguentar 2938798 copos de alcool e correr direito pela Avenida da Liberdade.

Pedro debruça-se sobre a mesa, aqui ao meu lado, e pensa em voz alta: "Tão radical e ao mesmo tempo.. tao natural!"

Incrivel. Costumo achar piada a novos desafios. Este, no entanto, assusta-me. Nao por medo, mas pela enorme mudança que seria.

Uma cama de madeira, um colchão, uma roupa, e o facto de poder ajudar alguem alimentava a minha maneira de ser, e disso nao tenho duvidas.

Tão radical e ao mesmo tempo.. tão natural.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Modo de vida?

Paz e Bem!

domingo, 22 de março de 2009

Hoje


Hoje apetece-me, mais que nunca, voltar.

Hoje sinto que isto tem sido como a subida ao Pico. Nao viamos nada, pelo nevoeiro, mas sabiamos que o caminho era.. para cima.

Sabiamos que iriamos lá chegar.

Por meio de lama, por meio de terra escorregadia, por meio de chuva imparavel, por meio de tudo.

Talvez um exemplo para seguir na vida prática. O mais comodo teria sido desistir logo.

E mesmo quando descer pareceu uma ideia de loucos, tanto pelo cansaço como pelo desafio, a verdade é que soube bem: chegar ao topo e chegar ao fim.

Faço uma revisao rápida de imagens, e no final so me apetece rir bem alto.

Dose para continuar!

sexta-feira, 6 de março de 2009

Memórias



Hoje vagueva na net, e descobri este relato precioso.

Jorge Perestrelo era conhecido como O comentador desportivo da rádio portuguesa. Tinha uma maneira única, completamente insubstituivel de descrever um jogo de futebol. Parecia que relatava o jogo para um amigo.

Lembro-me desse jogo. O Sporting estava à beira de fazer um feito histórico: chegar à final da Taça UEFA, prestigiada competição internacional. Nos últimos minutos, sofremos um golo. Estava tudo perdido. A única hipotese era tentar o derradeiro golo da salvação, mas sobravam poucos minutos (segundos?) para o fazer.

No último lance do jogo, era canto para o Sporting. O guarda-redes, o Ricardo, até foi à area adversária para ajudar.

O meu pai estava no quarto a ouvir o relato feito pelo Jorge Perestrelo. Tinha aquilo tao alto, que eu ouvia na sala, onde desolado via o jogo na televisao. A minha mae andava de um lado para o outro, arrumando a casa: a mudança ia ser dali a poucos dias.

De repente, o canto é marcado. E de repente, do nada, vejo a bola dentro da baliza. Foi estilo foguete. De repente, eu e o meu pai estavamos aos berros, a gritar "GOLOO!".

Lembro-me de ter ficado com os oculos tortos pelo abraço que dei ao meu pai. Eram sensações unicas.

E do quarto vinha aquele som da rádio. Era o Jorge Perestrelo. Nao sabiamos que dias depois ele iria morrer. O seu último relato terminava com palavras mágicas. Dizia ele aos berros: "Eu te amo, Sporting!"

Oiço o som, recordo os momentos, e quase que me vem lágrimas aos olhos.

Este amor nao se define. Mas é para sempre! "Eu te amo, Sporting!"

domingo, 1 de março de 2009

Pequenos grandes gestos


Sem palavras...

sábado, 28 de fevereiro de 2009

2º Semestre

Estranho.

Relembro o post que escrevi por esta altura, há um ano atrás: Dias indo...
Dias que foram. Relembro a monotonia em que estava, relembro o querer invertir as coisas.

Hoje tudo é diferente. Tudo. E o mesmo post, agora, tem outro sentido:

Vem aí um novo semestre. Implica mais trabalho, mais dores de cabeça, mas... mais música, mais matemática, e claro, tudo o que me torna naquilo que sou.
Este ano nao houve chutos em pedras pelo caminho. Este ano o caminho tem sido um: consciente.
Os frutos depressa virão, nao tenho duvida.

Vontade de trabalhar nao falta. Tempo tambem nao. E momentos para descansar.. tambem nao!

Acredito que vai ser um semestre em cheio! Graças.. claro... a Ti!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Noites

Por acaso apercebi-me que o filme referido no post anterior está tudo no YouTube. E sem hesitar, deixei-me ficar e ve-lo outra vez.

E sendo ou nao cristão, esta mais-que-famosa passagem serve para qualquer um:

"O amor é paciente,
o amor é prestavel,
não é invejoso,
não é arrogante nem orgulhoso,
nada faz de inconveniente,
não procura o seu próprio interesse,
não se irrita nem guarda ressentimento.
Não se alegra com a injustiça,
mas rejubila com a verdade.
Tudo desculpa, tudo crê,
tudo espera, tudo suporta." (1Cor 13, 4-7)

Leio uma vez em voz alta. E faz todo o sentido.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

A walk to remember


Se este filme é tao espectacular, é porque me falou de duas pessoas: tu e Ele.

Fez ontem um ano que partiste. Lembro-me onde estava, como estava.

Era quinta à tarde, e eu estava a preparar as coisas para no dia seguinte irmos à Manifestação contra as reformas do ensino. O meu pai telefonou a dar a noticia. Lembro-me de estar na sala do Orgao e nao me conter.

Um ano depois, estive nessa mesma sala. Tive ontem um concerto comemorativo do 5ºaniversário do Orgao do IGL.

Lembrei-me de ti. Enquanto estava a tocar a peça, ja durante o concerto, o sorriso nao saiu de lá. Afinal, haverá algo mais saudavel do que fazer musica com um sorriso?

Um ano depois, festejo-te. Festejo a tua vida com uma musica. Curiosamente era um coral de Natal, de Bach. Mas e depois? Acredito que apos teres partido, nasceste para outra vida que nao esta. Pronto, tudo explicado!

Fica a frase que a Jamie disse: "É como o vento. Nao o ves, mas sentes!"

Sempre.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Marcas

Ha musicas que marcam. A música que estamos a cantar no Coro Grande, no IGL, é uma delas.

E um arrepio atravessa sempre que começam a soar as primeiras notas.



The Lord is my shepherd

Deixo apenas a música, nao interessando o video.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Evoluções


Ontem, sabádo, foi um dia de experiencias. Experiencias de evolução. Complicado? Creio que sim.

Sinto-me, por vezes, como aquele tipo jogador de futebol que ao chegar ao novo clube promete, em vez de titulos e "falsas promessas", apenas trabalho. Vem para trabalhar.

Creio que tenho a mesma postura na música. Apenas sei que posso prometer trabalho. E tem sido assim.

Esta semana fui convidado, pelo próprio, a ir substituir um organista amigo na missa das 19h, da Basilica da Estrela. Nao recusei.

Sei que nao fui coerente. Ja me tinha desmarcado de alguns encontros para essa mesma hora, com a desculpa que tinha exame na terça a precisava de aproveitar bem o fim-de-semana. E quando este convite surgiu, nao o recusei. Gosto de coerencia, sei que nao foi o que tive, mas era uma oportunidade de ouro.

Sao estas oportunidades que tenho que agarrar. Poder tocar fora. Poder tocar num sitio importante, perceber o quao preparado agora estou para sair da minha "toca" e "enfrentar" outros sitios. É uma alegria para mim.

Há um ano atrás, estava longe de imaginar que por esta altura já teria um lugar fixo como organista numa paróquia. Estava longe de imaginar que S.Nicolau tornar-se-ia um lugar onde tambem iria tocar, e que ate conseguiria chegar à Basilica da Estrela!

Nao são, de certo, os meus pontos altos como pseudo-organista. Mas gosto de olhar para eles como frutos de trabalho. Como frutos de um querer evoluir.

Estou actualmente a "residir" na Paróquia do Campo Grande, e retenho uma frase do fantástico Padre Feytor Pinto: "Nunca queiras nada."

Penso que é assim que se chega longe. A frase é para ser levada com moderação! A ambição nao deve ser nula, mas tambem nao deve ser de tal forma desmedida que nos... cegue. E algunas sucessos podem fazer. Cegar-me por momentos. Tento que nao.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Deixar largar pensamentos

Gosto de dias introspectivos.

Gosto, e tenho sabido desfrutar, de chegar a casa estafado. Cansado. É trabalho! E entao, deixar mala cair, e repousar um bocado do dia.

O stress da época de exames tem saido um bocado. Os objectivos estão quase perto do perfeito. Falta uns últimos retoques, sempre com a fé que há sempre mais a fazer, mas que o caimnho está a ser feito.

Chamam-me louco. Dois amores. Agora que penso nisso... rio-me. É de loucos, tenho noção. Mas procuro nao pensar muito nisso: tanto na Matemática como na Música estou rodeado de pessoas fenomenais.

Pergunto-me se um dia terei mesmo que fazer uma escolha definitiva. Talvez. Duvido. Mas nao agora.

Revejo o que escrevi. Re-descubro a palavra "Fé". Relembro entao, para finalizar o meu dia e poder ir dormir, uma pessoa que me é tao especial, mas raramente a vejo: A Mae do David.

O David foi das primeiras crianças a quem dei catequese. Tinha eu na altura 15 anos (parecendo que nao, o tempo passa!), e lembro-me sempre da sua mae. Seriam cabo-verdianos? Nunca soube. Africanos, sem duvida.

Eles moravam longe. Sei que custava, todos os sabados, levantarem-se e rumarem à nossa Paróquia. Sei que sim.

Quando a catequese acabava, la estava a Mae do David. Nao me lembro o nome. Perdao. Pode parecer irónico, mas é verdade! Talvez nunca foi importante. Ainda tenho a imagem bem viva na minha cabeça.

E enquanto o David ia jogar à bola, eu ficava uns minutos à conversa com ela. Minutos que pareciam horas. Histórias. Eu sabia que o David ja nao tinha pai, e que ele, a mae e as irmas viviam nalgumas dificuldades económicas.

O que me fascinava na senhora? O seu sorriso. Tão sincero, caramba! Nunca houve um momento que nao estivessemos a sorrir. Nem quando falavamos de problemas. Tudo porque ela era assim: um poço de Fé. Mas aquilo transbordava mesmo!

(pausa)
Hoje gostaria de saber que eles estão bem. Ja nao os vejo há algum tempo. Creio que teram saido da catequese. Mas a Fé mantem-se, nao duvido. Ainda me lembro quando apareciam na missa da Catequese.

Ela entrelaçava as maos, olhava para o altar com uma alegria enorme. Bebia as palavras do Padre. E na comunhao, via-se que, mais que ninguem, dava outro significado ao que lá se passava.

E no fundo, era das pessoas mais simples que eu conheço.

Tenho que passar a levar as coisas com aquele sorriso.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Cha, mantas e sofá

Abri a porta do IGL (Instituto Gregoriano de Lisboa9. Era meia noite. Dei a volta à chave. Entrei.
A casa estava imersa num enorme silêncio. Nas escadas de acesso ao primeiro andar, a Laura (de flauta) e a Mafalda conversavam muito baixinho. Quando me viram, levantaram-se e disseram:

"Está toda a gente a dormir."

A Laura (Lopes) sorriu, agradeceu a sua ajuda , e enquanto elas se dirigiam aos seus dormitórios, nós fomos para a sala de alunos. Tinhamos acabado de vir de Alverca, onde haviamos feito uma surpresa ao Tiago Oliveira.

Sentámo-nos no sofá e ficámos em silêncio. Silêncio de cansaço. Apenas Presidente e Vice Presidente. E de repente, a Laura levantou-se e disse:

"'Bora ver um filme?"

"Agora? Mas amanha temos que acordar cedo! Ha trabalhos de ATC para fazer, sabes disso...", respondi, nao muito convicto do que dizia. E essa falta de convicção confirmou-se no olhar dela e consequente resposta:

"É so por isso?.. .. Entao nem te levantes. Vou ja buscar um filme. Ah!.. E queres chá?"

Chá? E porque nao? Haverá melhor bebida para uma noite fria?

E enquanto Laura ia buscar o suposto filme e chá, fui ligando a televisao, a aparelhagem, e saquei das famosas "crackers" gregorianas. Uma chegou para eu desistir de provar mais.

Puxei de um banco, para esticar as pernas, sentei-me completamente reconfortado. Laura chegou, com o chá e o filme, um qualquer que eu nao conhecia. Puxou de duas mantas, uma para cada um, e lá deixámos correr o filme.

Percebi, entretanto, que nem ela nem eu estavamos a ver o filme. Cada um divagava nos seus pensamentos. Eu, perdido de sono, tentava nao fazer-lhe a desfeita. Ela... ela eu sabia que tinha a cabeça noutro lado qualquer. Suspirou. Conheço aquele som.. aquele nao era de aborrecimento, era de preocupação.

Percebi, e pegando-lhe na mao, olhei-a com o meu ar mais sincero e disse:

"Vai correr tudo bem!"

Voltei-me para a televisao. Ela, balbuciando um "espero que sim", encostou a cabeça ao meu ombro.

Nao podia sair dali. Nao queria sair dali. Quero certificar-me que tudo corre bem, enquanto eu puder fazer algo. Um sorriso parvo, uma gargalhada, uma aula de ATC bem passada, mas quero fazer. Ha coisas que nao se explicam.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Preferi deixar o post sem titulo. Apenas deixo aqui as minhas duas actuações na audição de Educação Vocal da Professora Elsa Cortez, no Instituto Gregoriano de Lisboa, neste sabado, dia 17/01/2009.

A primeira música chama-se "Os meus olhos não são olhos":



A segunda intitula-se "As Flora Slept", e nao pude deixar de sorrir com a letra da musica, e com aquilo que passava na minha cabeça!:



Foi uma audição espectacular, que em breve estará disponivel no blog da AEIGL.

Fica a certeza de que os Falalalalala's tambem tem a sua piada, e que os meus nao sao olhos quando os Teus estão defronte.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Hoje desabafo Contigo, pode ser?

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Santa Cruz

Hoje relembro-me das noites passadas em Santa Cruz, na casa de praia de uma amiga dos meus pais.

Talvez seja melhor relembrar-me tambem das tardes.

A viagem desde Lisboa era um voo. O jipe andava a bom ritmo, a rádio ia ligada na "Rádio Nostalgia", a minha cabeça estava caida para trás, e deixava-me adormecer pelas melodias que me eram, e ainda sao, tao familiares.

A casa ficava perto de uma falésia. Era um aglomerado de casas, atravessadas por uma pequena estrada que servia apenas de ligação entre elas. O mar estendia-se ao longe. Era uma vista sem igual.

A casa era simples. Tinha uma piscina em frente à sala, na qual se abriam as enormes persianas e o oceano ficava visivel mesmo do sofá. Em volta da piscina, um simples relvado. O relvado que se torna no meu centro de treinos futebolisticos.

Quando a noite aparecia, o frio tomava conta da zona, o mar deixava de se ver, mas as ondas ouviam-se, bem como se podia sentir o seu odor.

Sentava-me em cima do muro que dividia a casa de um descampado, agarrava os meus joelhos, e assim ficava. Sentado. Com um casaco em cima, nao havia frio que me apagasse.

Decidi la voltar. Agora. Estou no meu quarto, mas decidi lá voltar. Peguei no cachecol, no meu casaco mais quente, e sentei-me.

" 'Tás pronto?" , perguntou-me Jesus, abrindo a porta do quarto. Abanei a cabeça, fechei os olhos em sinal de aprovação. E quando voltei a abri-los, lá estava. Nao no mesmo sitio. Estava no tal descampado. A casa estava em frente.

E lá estava eu! Sentado, como de costume, em cima do muro. Aproximei-me lentamente. O Jesus tinha-me avisado que eu (ele) esperava-me. Que mais ninguem me podia ver.

Antes de o ver, nao pude deixar de olhar para o interior da casa. Lá estavam! Os meus pais, a Ana e o Paulo. Tão mais novos! Sorri, e avancei.

Estava nervoso. Eu estava nervoso , e nao percebia porquê. Avancei, encostei-me ao muro, ao meu lado estava... eu!

"Bolas, isto está cada vez mais frio!" , disse André, o pequeno, para mim. Ri-me. Tirei o meu cachecol, e dei-lhe. Aí, ele olhou para mim. Vi um sorriso a abrir-se na sua cara. Ficou estupefacto a olhar para mim.

".. Mas... Mas nao tens barba!", reparou-me, depois de tanta admiração.

"De vez em quando."
, respondi. "É que elas nao gostam muito..!"

"Elas?!", admirou-se ainda mais. "Elas quem? Mas tu tens mais que uma namorada? André... Eu nao quero ser assim!"

Aquilo estava a ser um comédia. Tanto ficava admirado de alegria, como desanimado. Dei-lhe uma palmada nas costas:

"Nem uma tenho. Refiro-me às tuas colegas do Gregoriano."

Pronto. Eu ainda me lembrava da cara de sofrimento que tinha quando falava neste assunto. Eu nao conseguia perceber na altura, e agora continuo a achar natural. Ele nao respondeu, mas percebi o desaparecer da felicidade. Olhou para a frente, pos a posição original. Disse-lhe:

"Nao faz mal, acredita. Sei que só te apetece sair de lá, mas nao vais. E agradece a Deus...!"

"Mas André.... tu sabes, tu passaste... por mim! Tu sabes o quao angustiante é la estar!"

"Entao e se eu te disser que por isso mesmo, digo que vale a pena lá ficar? Nao confias em mim?".

Riu-se. Que mais lhe poderia contar? Que o primeiro concerto a que ele ia estar presente ia ser Queen? Que ia ter um autografo deles? Que iria ser um sucesso o intercâmbio francês que ele ia fazer? Que ia seguir Matemática e Música ao mesmo tempo? Que ia passar a tocar com os escuteiros, todas as missas? Que um dia seria catequista? Organista numa paróquia que nao Carnide? Como? Como iria ele perceber isto tudo? E ainda iria ter que passar tanto tempo..

Quando nos encontravamos num momento mais de silêncio, eis que ele diz:

"Entao e eu vou conseguir .. ahum... como dizer... conseguir conquistar 'a nossa amiga' ? "

O olhar dele era intrigante. Nao percebi muito bem. Até que lá puxei um bocadinho pela memória e soltei um: "AHHHH!". E ri-me a bandeiras despregadas. A aflição e curiosidade com que eu tinha acabado de perguntar aquilo era fascinante.

Dei-lhe outra vez uma palmada nas costas:

"Isso ja nao te posso mesmo dizer. Apenas te posso dizer que vais ter que aprender melhor frances. Isso sim! "

André, o pequeno, estava com cara de parvo. Nao percebia a ligação. Mas fiquei com a certeza de que se sairia bem. Saiu. Aliás, sai-me bem, nao tenho duvidas!

Vi a minha mae, ao longe, mais nova. Chamava-me por mim.. quer dizer, por ele. André olhou para mim. Nao disse nada, mas o olhar dele era de certeza. Confiança.

Jesus esperava no outro lado do descampado. Cheguei, sentei-me. Perguntou-me:

"Entao? Alguma conclusão?"
Lembrei-me do Tiago, da Paula, da Cacao, do casal Oliveira. De tanta gente que aquele André nao conhecia, mas que um dia viria conhecer.

"Vale a pena sonhar, André, vale a pena!",
respondeu Ele mesmo.

Inclinei a cabeça. Quando a levantei, ja nao havia som de ondas. Nem o frio. Estava em casa.

Amanha é dia de levantar cedo. Ficou a visita a Santa Cruz. Renovada.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

"Are you changing?"

Levanto levemente a sobrancelha. Nao percebo, para ser sincero, o titulo que dei.

Nao posso deixar de me rir com a tua História. No fundo, sinto-me sinceramente como um simples espectador de cinema, que assiste a uma comédia romântica, que se revê um pouco na outra parte.

Fazes as coisas de uma maneira tao simples e com tao grande fé, que é impossivel outro resultado alem de sairem bem.

Deixo-te com uma música que tu bem podias ter cantado na noite de Natal.

A vida é bela, hem :) ?




P.s.: Um dia ainda hei-de fazer uma das cenas que aparece no filme. De certeza. Se o fizer, espero que venhas a saber!

domingo, 4 de janeiro de 2009

I have a dream!

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

2009!


Notei um quase suspiro global quando 2008 chegou ao fim. Os casais presentes tinham razoes para suspirar, pois todos eles começaram em 2008 e será um ano marcante, claro.

Mas outras duas pessoas suspiraram de completo... alivio. Lembro-me quando o Manel chegou junto de mim, na varanda, e disse: "André, um abraço! Fogo pah, 2008 acabou!". Nao podia estar mais de acordo.

Nao sabia explicar porque, talvez agora ainda nao sei, mas a verdade é que nunca tinha esperado tanto para que um ano acabasse.

2009! Uma folha em branco! Pronta a ser escrita da melhor maneira. Pelo menos estou disposto a isso.

E começa com uma palavra. So uma, escrita com um certo sorriso. Escrita tal e qual como a palavra indica: Curiosidade.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

2008 em imagens























quarta-feira, 24 de dezembro de 2008



Feliz Natal!

É tempo de paz, disse-me. E continou em frente. Tinha barbas, era alto e forte. Deixou, no seu olhar, uma incerteza de rumo. Mas a certeza de que Natal é isto: tempo de paz.

Desejo a todos que acompanham este blog, este quase-diário, um Feliz Natal. E deseja-lo pede que tambem o saiba sentir! Nao é facil! Nos dias de hoje, passa-me quase ao lado.

Mas os momentos com a familia, no Algarve, acendem essa chama que gosto de ver brilhar. É natal!

domingo, 21 de dezembro de 2008


Ao meu Grupo de Jovens...

... Obrigado!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Nós


De salientar que tu e a Bayley sao as unicas caras normais.

Indo ao assunto sério: foi brutal. Pelas músicas, mas tambem pelo ambiente. Nós todos, lá atrás, num banco, e uma vez iam uns... depois outros... depois fui eu. E feito. Concerto feito.

Enquanto voces cantavam uma musica a 4 em que o Ricardo nao estava, virei-me para ele e disse na brincadeira: "Esta é a nossa grande familia gregoriana!". E é mesmo.

Sei que te tem faltado, porque dizes, uma certa reação daquelas pessoas que esperamos sempre que fiquem tao entusiasmadas quanto nós. Eu sei, e percebo-te, como tambem te disse. E nestas alturas que nós somos... a familia gregoriana!

Somos nós que actuamos em frente a 200? 300? 400 pessoas? Nao sei quantas foram, mas as suficientes para encher a igreja.

Somos nós que crescemos à procura dalgo fabuloso. E temos que lutar para isso. E enquanto "lutamos" lado a lado, se reparares, as coisas tornam-se mais faceis.

Estamos na melhor escola do país, diz muita gente entendida da matéria. E é como te digo: a escola faz-se, claro, dos seus professores, mas tambem dos seus alunos!

Enquanto cantavas a tua música a solo, milhares de cabeças pairavam curiosas. Tens uma pose fantastica, e mais que isso, uma voz fantastica. Vais longe, disse nao duvidamos. Nao so eu... somos nós todos que temos a certeza de o teu futuro é certo :)

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Nao te esqueças:

"O Caminho faz-se caminhando."

E tu.. tu sabes caminhar muito bem :)

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Les Bergers


Ao nosso jeito, vamos desbravando o caminho.

"Caminho !", como tu lhe chamaste.

Umas vezes, eu lidero os trilhos, traço mapas e novas etapas. Noutras, tu conduzes, gesticulas, lideras.

E caminhando juntos, o passeio torna-se mais agradavel.

Porque sei que estás aí...
...porque eu tambem estou aqui, sempre, para ti!

domingo, 7 de dezembro de 2008

Para repetir


Um dia, em tom de brincadeira e a meio de uma conversa, alguem sugeriu que podiamos ir cantar para a Baixa.

Fomos!

E vamos lá voltar outra vez. Avisarei em tempo oportuno.

Porque nao há nada como a música.. partilhada :)

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Um dia




Um dia...

Um dia saberei Cantar esta música. E dar-lhe significado a todas as linhas, e nao só a algumas.

Um dia...

Sem pressas!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Driving through the night


O Luis tinha acabado de fechar a porta do carro, e eu esperava que ele fosse para dentro do seu prédio, para poder ir embora. Tinhamos saido de mais um ensaio com os escuteiros, e eu tinha-o ficado de levar a Telheiras.

O que eu nao esperava era companhia na viagem de volta para casa. E assim, quando o Luis saiu do meu horizonte e eu me preparava para trancar as portas, alguem deita a mao à porta do lado do passageiro. Fico estarrecido. Tranquei rapidamente as portas, e continuei a olhar para o sujeito. Nao lhe via a cara, apenas o corpo. Nao era muito grande, nem muito forte, e estava vestido com roupas um bocado estranhas.

"Túnicas?!" - pensei. Era o que pareciam. Mas nao fazia muito sentido.

O sujeito la resolveu baixar-se e mostrar a sua cara. E...

"Ah! Ahahhahha!" - ri alto. Abri as portas do carro. Aquele sorriso que me olhava era inconfundivel. Deixei-O sentar-Se ao meu lado. Melhor dizendo, Ele deixou que eu O pudesse transportar naquela viagem. Sentou-Se, Olhou para mim e riu-se alto:

"Entao André? Mas querias que eu ficasse à chuva? Olha que estas roupas nunca foram as minhas predilectas para esta época!"

Que Jesus tem uma maneira peculiar de fazer as coisas, eu ja sabia. Mas surpreende-me sempre. Liguei a musica, tinha levado um cd de Natal.

"Desculpa lá. Nao tens medo de vir comigo? Tu... deves ter outras maneiras mais... seguras." - respondi com um riso.

"Estou aqui porque gosto de fazer companhia. E a viagem ainda é um bocado, e dá para falarmos."

Inversão de marcha, e arranquei. Estranhei a Sua presença, embora soubesse que precisava. A noite chuviscava, os carros eram poucos. Sinal vermelho. Aproveitando a paragem, olhei para Ele. Percebi que tinha de falar. E desta ver, fui eu que adivinhei as perguntas d'Ele. Hábitos.

"Está tudo bem. Um bocado cansado, as semanas tem sido a dar o litro, sempre. Com momentos de descanso para equilibrar."

Ouvi-O a rir-se.

"Se fosse só isso.. Vá, conta la. Sem medos. Sou eu, caramba!"

Cocei a cabeça. Sinal verde. Avancei lentamente, a pressa de chegar a casa nao era muita.

"Faz-me confusão. Nao sei o quê, mas algo anda a fazer-me confusao...."

Jesus inclinou-se para a frente, apoiou os cotovelos nas pernas, e a cabeça nas maos. Nao tinha cinto. Avisei-O. Ele olhou-me com um olhar quase irónico. Suspirou e disse:

"Percebo-te. Mas em verdade, em verdade te digo: louco é aquele que nao sonha." e endireitando-se, disse: "Ja viste bem o sonho de meu Pai? Se alguem aqui tivesse esse sonho, chamar-lhe-iam louco. Achas que é?"

"Nao. Mas digamos que logo à partida é um bocado surreal."

Jesus fez um ar conclusivo. Como alguem que tinha acabado uma demonstração matemática muito complicada, ou tinha acabado de tocar algumas peças de Messiaen muito complicadas. Levantou a mao, e apontou. Apontou para a frente:

"Que te faz crer que naquele cruzamento aparecerá um carro vermelho, de matricula acabada em 08?"

"Nada",
respondi. E realmente, porque haveria?

O meu carro avançava calmamente pela noite. E no cruzamento, um STOP obrigava-me a parar, e a abrir a boca em sinal de espanto: à minha frente passava um carro vermelho, de matricula acabada em 08.

"Falta-te fé. Falta-te sonhar."

E dito isto, abriu o porta luvas, tirou uma caneta e um papel, assinou uma receita, como se de um médico se tratasse.

"Quero que ponhas isto, algures no teu quarto."
, e dito isto, entregou-me o papel. Dizia: "Fé, Sonho". Apenas duas palavras. A letra era parecida com a minha. Olhei mais atentamente. Era a minha! E olhei para o modo como Ele escrevia: esquerdino. Achei piada.

O carro continuou, estavamos a chegar perto.

As luzes começaram a apagar-se. Tinha os médios ligados, mas pareciam nao iluminar muito.

Estava a deixar de ver o caminho.

Olhei para Ele uma última vez, sem perceber o que se estava a passar.

"Sonha e tem Fé. O resto... eu trato."

E num sobressalto, acordei.

Será que Ele seria mesmo esquerdino?

Nao sei. Mas o papel... esse está lá no meu quarto.