sábado, 10 de novembro de 2007

Caminho



Ontem, enquanto descia para o GJ, pensava na enorme caminhada que é a vida.

Olhei para o lado, e reparei que comigo caminhavam dezenas, centenas, sei la... milhares de pessoas, todas elas deixando a sua marca (umas maiores, outras mais pequenas, mas todas com o seu significado).

Percebi que há um imenso caminho para se fazer. Percebi isso com um sorriso na cara. Mais momentos fantásticos ainda estão por vir. Mas para isso tenho que caminhar. E não estou sozinho.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Fugacidade

Este post é paralelo! O seu reverso está em Dedos Livres.




Rápido! Não há tempo a perder! Mudar freneticamente de um lado para o outro!

Que dias.. Dias em que não temos tempo para nada, não temos tempo para nós, não temos tempo para o que nós mais gostávamos de fazer. A azafama é tanta que me perco na barafunda de um horário preenchido.

Tempo. Era tudo o que eu ansiava este ano, como até posso relembrar com uns posts anteriores. Tempo. É tudo o que me tem vindo a faltar. Tempo para Mim. Tempo para não fazer nada de nada, para poder abraçar a vida da maneira que eu gosto.

Nem me vejo como Eu. Vejo-me como uma máquina que trabalha, sujeita a não parar um minuto. Mas agora, enquanto escrevo, respiro fundo. "Finalmente!". Minutos em que posso parar e pensar. Algo tão essencial.. "parar e pensar".

Sorrio quando penso que é por este estilo de vida que darei mais valor a outro que venha a ter. Talvez antes tinha tanto tempo para poder fazer tudo o que queria, que não me apercebia da sorte que isso era. De certeza que da próxima vez ja saberei a sorte que é.

Mas isto sufoca-me. Perde-me. Só queria era que houvessem mais horas, alem do dia, em que fosse proibido fazer o habitual. Em que nessas horas, tudo era permitido excepto manter uma rotina. Fugir, porque não? Agora faço-o, mas é em pensamento, enquanto ando rápido na rua e anseio pelo fim do dia, para poder descansar em paz.

Não há Pedro sequer. Esse apercebeu-se a tempo e resolveu "tirar férias". Agora estou entregue a este tempo, agora sou mais uma daquelas pessoas que vagueia apressadamente pelas ruas, mudando de destino, porque não se podem perder com o tempo. E porque não teem tempo para elas.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Halloween

Posts Paralelos: A Cacao escreveu algo sobre este tema aqui, no blog Dedos Livres.

O primeiro tema dos Posts Paralelos é sobre este magnifico dia. "Magnifico?" penso para mim enquanto escrevo...

Esforço-me para lhe achar uma certa piada, mas não consigo. Adorava entrar no espírito do dia, mas obviamente que Portugal é o local menos apropriado para o fazer.

Dada a minha certa ignorância sobre o tema, resolvi ir pesquisar melhor acerca disto. Primeiro facto interessante é de que a designação de "Dias das Bruxas" so é usada pelos povos de Lingua Portuguesa, não sendo nenhuma tradução do estrangeiro. E que muito possivelmente o Dia de Todos os Santos terá sido imposto pela Igreja para evitar esta "desavergonhice" que certos povos andavam a fazer :P

Tentei lembrar-me das vezes que se fez alguma coisa entre a malta, no noite do Dia das Bruxas. Preferi nao lembrar-me: acabou sempre por haver porcaria!

Um ano, acho que foi no 8º, organizou-se uma discoteca na escola, que começou e acabou às moscas. No 9º ano fez-se um jantar, depois de jantar alguem teve a excelente ideia de se por a gozar com as pessoas que passavam de carro, até que passou alguem que não gostou la muito do jogo, e dei por nós a correr como loucos enquanto o carro nos "perseguia" lentamente.

A partir daí limitei-me a olhar o cemitério à noite, que consigo ver aqui de casa. "Blurgh!", dizem voces. Mas nestes dois dias (Halloween e Todos os Santos), o cemitério fica momentaneamente iluminado pelas milhares de velas que as pessoas deixam acesas.

Acho que me vou ter que esforçar um pouco mais para ver se passo um Halloween diferente! Mas interessante interessante vai ser a mitica pergunta de: "Então digam lá como foi o vosso Halloween?" aos putos da catequese, e ouvir as respostas mais estapafurdias que nunca esparia ouvir! É o que dá ser criança..!

sábado, 27 de outubro de 2007

Posts Paralelos

Este mundo dos blogs é imenso, já se sabe. Diferentes opiniões escrevem-se diariamente, embora as pessoas nunca as cruzem, porque não sabem.. que há outras opinioes.

Bom, pondo o Pedro de lado ( que tem andado desaparecido nestes últimos dias ), sugeri à Cacao (autora do blog Dedos Livres) que fizessemos algo que cruzasse opinioes. Mas de uma maneira.. diferente, ou seja, são temas escolhidos por nós, e em cada semana preparamos um post acerca desse tema, contendo o que cada um bem entender (texto, imagens, video. O que cada um entender)

Acho que será interessante (no minimo, e divertido de se fazer tambem), e assim pertende-se isso mesmo: ver dois olhares diferentes sobre exactamente o mesmo ponto.

Sinceramente não sei o que sairá daqui, mas tou curioso :P Esta semana já deve saír algo sobre o primeiro tema ( que so revelaremos quando pusermos o post [acho eu] ).

Posts Paralelos (nome dado pela Cacao), brevemente, aqui e mais uma vez aqui

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Fim

Sorriste, sei que sim. Tu, e toda a nossa grande familia que se encontra ao teu lado e que estava a olhar para nós naquele momento.

Sorriste com uma leve dor de barriga, porque não querias que nada daquilo estivesse a acontecer. Leve? Ok, fortissima. Eu tambem nao queria, e ela tambem nao queria.

Ouviste tudo o que eu disse, e nao tenho duvidas de que ficaste orgulhoso. Pera, sabes que nao fiz isto para tu ficares orgulhoso. Nem sei donde veio esta força para fazer isto tudo.

Não perdi nunca a cabeça, e senti que estava a transformar aquilo a que se chama Amor em algo que... hum... tu percebes, em algo taooooo mais à frente do que isso! Entreguei-me, de maneira a estar sempre ao lado de quem merecia muito mais. Não virei costas, não fiquei frustrado nem chateado, porque.. nao consigo e nao quero. E ela merece muito mais que isso.

Hoje senti-me plenamente O André. Não que não o andasse a sentir nos outros dias, mas isto tudo tem sido tao estranho, desde a entrada no IST, que so agora pude sentir-me como sempre fui nestes 4 meses, e no resto da minha vida (mas mais ainda naqueles 4 meses, recordo-te): André. Porque fiz algo que representa tudo o que sou e tudo aquilo que serei, porque herdei de alguem.

E hoje tu sorris, e eu tambem, porque caminho ao lado daquela pessoa que tu um dia me apontaste.

Saí de lá de cabeça erguida, de sorriso aberto, de lágrimas a cairem. Que tripla... Mas foi assim.
Não há justiças nem injustiças, embora ache que isto tudo seja.... sim, injusto.

Deixemos Lado-Ocultos de lado, deixa-me falar-te sendo eu, o André. Deixa-me pedir-te desculpa por tudo o que eu disse. Não merecias sequer que tivesse desviado o olhar de ti. Sei que não me abandonaste, mas isto é tao angustiante que sinto mesmo isso. Mas sei que nao. É tentar viver com um espinho cravado no coração, que tu docilmente me foste pondo, e para o qual eu olhoo....e sorrio. Serei parvo? Masoquista? Não, se é assim que o queres, sei que um dia mais tarde te darei graças por teres feito isto tudo. Nao sei como, nem porque, mas fa-lo-ei.

Ver-te-ei sempre 2 vezes ao fim-de-semana, (como te deverei tratar: Senhor? Jesus?), na Missa dos Escuteiros (é irresistivel ouvir aquele coro. Mesmo!!) e na minha Missa (ainda mais aliciante :P). E ainda nao te esqueças que todas as sextas ( e aproveito a conversa que estamos a ter para alertar todos os que estejam a ler isto), entre as 15 e as 17, la estarei eu, a tocar Órgão na Igreja da Luz, a fazer aquelas figuras meio apalhaçadas enquanto tocas, mas que tu nao te importas com isso (nem com o som, obrigado :) )

Olha por mim, e por ela.

Porque nestes 4 meses puseste em mim o sonho de uma criança. E ainda tenho esperança de que esse sonho, apesar de tão utópico e tão magico.. seja realizado!

Amen!

sábado, 20 de outubro de 2007

Lado-Oculto

E se o Pedro existisse mesmo, seria ele. Sem dúvida.

Chegou-se ao pé de mim, com os seus simples modos. Olhou para mim, eu olhei para ele, baixei a cabeça e continuei a trabalhar. Passado algum tempo dirige-me a palavra, dizendo:

"Estás triste, estás apaixonado e com medo de a perder..."

Estarreci. Parei. Congelei. "Quem és tu?" era a pergunta que mais me saltava à cabeça. "Quem és tu para chegar, olhar e decifrar o indecifravel?". Mas nada disse. Limitei-me a olhar, estupefacto, para a personagem que se encontrava à minha frente.

E debitou verdades inabalaveis acerca do amor. Perguntei-lhe: "Como sabes isso tudo?"

Respondeu: "Não interessa."

Na sua simplicidade, sorriu. Mas era um sorriso de quem vive dentro de si mesmo. De quem aprende as verdades da vida à custa de si mesmo, sem ninguem. Mas continuava a sorrir.

"Descansa, é ela.", disse-me nas entrelinhas.

Saiu, sem dizer nada. Saiu como entrara, numa forma muito simples de se movimentar. Porém, antes de sair, disse apenas:

"Não me procures conhecer. Sou e vivo sozinho. Não tenho alma.". E saiu.

(História verídica, embora com alguns pequenos aspectos alterados.)

Se o meu Lado-Oculto existisse verdadeiramente, não exitaria em dizer que ele seria ele. Mas algo torna o meu Lado-Oculto impossivel de reproduzir na realidade: de vir de mim para mim.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Fugir





GRITAR! Cantar! Imaginar! Irritar.... Correr!

DESANIMAR..... Falar! Pensar! Baixar os braços.... AMAR! Desistir...

Ofender..... Sorrir! EU! BERRAR! VIVER!



E aparece-me uma súbita vontade de correr, gritar, fazer mil e uma coisas que fujam mesmo da rotina.. Fugir da rotina. Preciso disso. Urgentemente!

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Como?


Cabeça descaída, rosto pálido. A luz entrava pela janela, e em vez de iluminar, dava um aspecto sombrio à cena, na qual eu próprio estava envolvido.

Como era possivel ter chegado aquele estado, perguntava-me. Sou uma autentica sombra do que fui. A pior parte de mim, aquela que todos tentamos esconder, revela-se. Porquê, pergunto-me. Porque é que tem que ser assim? Se alguem, há 2 meses atrás, me tem dito que isto tudo iria acontecer, eu tinha soltado uma enorme gargalhada. Agora ainda o faço, mas surpreendido como tudo fui acontecer.

Pedro chegou e sentou-se ao meu lado, sem nada dizer. Olhei para ele, mas não o conseguia ver.

"Desistir, não?" , disse-me, numa voz que tremia. Tambem ele estava incrédulo.

Fiquei parvo. Como podia ele dizer isso numa altura destas, pensei. Ainda não estava em mim, depois de ele ter dito aquilo, quando de repente ele chega-se ao pé de mim, e sussura-me algo ao ouvido. A voz dele tremia profundamente, e percebi perfeitamente que ele tinha estado a chorar bastante.

"Mas que... Mas estás parvo? Que se passa?", perguntei-lhe, enquanto me levanta, decidido a não fazer nada do que ele estava a dizer. Pedro, o meu lado-oculto, aquele que aparecia sempre nas alturas em que eu não estava lá muito bem, estava decididamente alterado.

Percebi-me rapidamente que era a minha vez de ser decidido, era a minha vez de dizer alguma coisa, era a minha vez de ser A voz. Acalmei-me, respirei fundo e disse:

"De certo te lembras da história das pegadas, de Jesus?" Pedro nada disse, mas percebi-me que sim. Continuei.

"Nunca penses que estás sozinho. Nunca penses que és o único ser do mundo que sofre." Quando disse isto, parei um segundo. "Elah", pensei, "ando a evoluir!". E sorri. Talvez isto seria uma daquelas coisas que estava sempre à espera que alguem me dissesse , e que eu nunca chegaria à conclusão por mim mesmo. Mesmo sendo algo tão.. trivial.

"Como podes falar em desistir? Assim, dessa maneira cobarde...? Nunca foi nada teu, esse tipo de cenas. Que se passa?"

Pedro levantou a cabeça. Tinha-se chegado para a luz, e a sua cara estava completamente lavada em lágrimas. Eu estava petrificado. Nunca o tinha imaginado assim, e de repente...

"Desculpa... Desculpa..." , foi a única coisa que soube dizer. Levantou-se, olhou-me nos olhos e saiu.

Eu continuava parvo. Mas afinal que se tinha passado ali? Afinal não era eu que tinhas razoes de sobra para estar triste? E no entanto soube-lhe dizer para não desistir. "Irónico", pensei.

Então apercebi-me de tudo o que se tinha passado. Deu para eu me aperceber, e cheguei à mesma conclusão enquanto gritava:

"NUNCA DESISTIR!!"

Mas rapidamente me calei, não fosse alguem ver a estranha figura que acabara de fazer, do outro lado da janela. Saí da sala, com um sorriso a aparecer na minha cara. Olhei para trás. E a luz, que dava um aspecto sombrio à cena, de repente iluminou mesmo.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

IGL


Chegou ao fim esta aventura.

Com orgulho chamei-lhe casa, com orgulho fiz parte desta família. Não entrei por vontade própria, mas fui-me apercebendo da enorme importância que era pertencer a esta escola.

Perde-se a conta às horas passadas na sala dos Alunos, a falar acerca de tudo e de nada. As amizades feitas, foram para além de amizades.

Julgo na obrigação de explicar a minha saída, a razao de nao dizer nada a ninguem, e ainda um grande agradecimento.

Este era um ano de muita mudança. Com a entrada na faculdade, o tempo que eu precisava era imenso e nesta semana e meia que passou, depressa me apercebi que não iria aguentar, visto já estar sufocado de trabalho, e ainda em nenhum dos lados (IGL, IST) o ritmo de aulas encontra-se no seu melhor.

Sei que muitos argumentarão que há imensas pessoas a fazer IGL com faculdade. Sim, é verdade. Mas só há duas que estão a fazer IGL com IST, e fala-nos a expriencia que as duas coisas costumam ser por norma incompativeis.

Falei imenso na minha saida do IGL há uma semana atrás. Mudei de ideias, garanti a toda a gente que nao, mas chegou a hora. Não há volta a dar. O meu horário nao se pode reduzir mais, e sei que há alturas que temos que escolher entre o que nos agrada e o que está certo. Por mim passava os dias no IGL, mas não pode ser assim. Sei que não iria seguir música, e se assim é, tenho que tentar fazer bem o IST, do que propriamente arrastar as duas coisas, arriscando a não fazer nenhuma delas bem. Não tenho dúvidas que daqui a uma semana me vou arrepender de tudo o que fiz, mas sei que é o correcto.

Sei que estou a "trair" algumas pessoas. O que me custa nisto tudo é abandonar o Mestre, o professor António Esteireiro. Se sou "alguem" a tocar órgão, é a ele que devo tudo. Aprendi, com ele, lições não só de música, mas de vida tambem. É assim a vida. Perder as coisas que mais gostamos parece uma constante. Até quanto vai deixar de assim?

Chegou a altura dos agradecimentos:

Tiago Oliveira - Bem tentaste, meu amigo, bem tentaste :P Acabamos os dois por passar tempos iguais, se é que me entendes. Julgo que devias deixar o piano e passar para órgão. Lol! Deixa é de fazer essa vibrato irritante na voz quando cantas! Ahaahaha, brincadeiraaa.

João Pedro - Fazemos percursos exactamente diferentes: Tu sais de LMAC para continuar no IGL, eu saio do IGL para continuar em LMAC :P Acho que, cada um, na sua maneira de ser, fez a opção correcta. Não duvido que daqui a uns anitos vou ver umas composições tuas!

Maria Guilhermina (Magui) - Deves tar com vontade de me esbofetear. Eu sei, eu prometi-te que nunca saira do IGL este ano. Desculpa, mas teve que sair assim. Acho que evoluis-te: Ainda me lembro dos dias em que entravas na sala de Alunos, a berraaaar, e a distribuir beijinhos por toda a gente, feita tia! lool, mas agora tás bem melhor. Acho que uma certa pessoa de te fez bem à cabeça, e nós sabemos quem foi!

Ana Gomes - Viva a Presidente! Incrivel, em menos de um ano criámos um Associação de Estudantes ( a primeira! ) do IGL, e ainda nao foi reconhecida! Bah, burocracias :P E nunca tocámos algo para órgão e violoncelo. Que crime! Enfim... tenho saudades dos jantares do Coro Gregoriano, acho que era muito bem oferecidos! Ahhh, é verdade: ainda tenho aqui a gravação do nosso concerto na Assembleia da República.

Lea - "Leaaaa! Yaaaah! Yeaaah! (Posição de Guerreio do Espaço)! AHHHHHH!" Loool, quem ja viu esta cena, sabe do que estou falando. :P Vá, perdeste S E M P R E as discussões que tivemos acerca do ensino do órgão em comparação com o ensino do piano. Hum, nem sempre. Mas quase! Bolas, já nao vou poder gozar com a altura: Prof Armando [em Modalidae]: "Quem é que daqui é baixo?" "Nós todos aqui atrás. E a Lea tb" :P

Pedro Damásio - Ahahahahhhahaha! Somos a pior dupla que já passou por Canto Gregoriano. As nossas técnicas únicas para fazer uma boa perfomance são demais. Incrivel, saio do IGL sem nunca me teres dado boleia, nesse carro que dizes ser teu :P Agora é que vejo: com a minha saída ficas mais exposto em CG :P E ainda por cima tens a Lea à tua frente, portanto és um alvo a abater por parte do prof! lool! Continua o mestre do piano, que eu vou tentar aparecer nos teus concertos deste ano.

Diana Lucas - Era ingrato, no minimo, não escrever nada a quem me deu mais de (hum.. deixa ca fazer as contas :P) 20 boleias. Acho que nunca te devias separa desse mitico carro, que é um autentico candidato ao Pimp My Ride :P Bom final de curso, senhora advogada (isto é para remendar aquilo que eu disse de "Pseudo-Advogada".

Obrigado a todos, com os quais passei excelentes momentos:

André Baleiro, André Lourenço, Ana Raquel, (Nao, nao vou por isto por ordem alfabética!), Pedro Zurzica, Francisco, Filipa, Grilo, Pedro Pombo, Mariana Martins, Mariana Cardoso, Mariana Lemos, Leonor, Rita, Vânia, Luís, Tiago Martins, Tiago Amaro, Joana Amaro, Ricardo, Pedro Freitas, Leonor Frazão, Wilson, Manel, Laura, Maria São Pedro, Bayley, (...).

IGL sempre.

domingo, 23 de setembro de 2007

Assim seja


"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."

Fernando Pessoa

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

MB



Aquela voz. Aquele acompanhamento. Aquela genealidade.

Michael Bublé, "o maior artista da sua geração" sem dúvida alguma. E digo mesmo: passou a ser o meu cantor preferido de sempre.

Quando for eu a tocar piano para o Michael, talvez depois peça alguns autografos para a malta. Até la vamos ouvindo, e perguntando quando é que ele vem a Portugal!

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Anos passados

(Prof. Carminda, Hélder, Eu, Bernardo, Migas, Bruno - Grupo Lava-Bandeiras - 2003 )

Mais um ano que começa, outros são cada vez mais memórias.

"Saber dar sempre o nosso melhor", diria eu àquele André ali em cima, que mal desconhecia que 4 anos depois ia viver os melhores momentos da vida dele. Mas se lhe diria isso, de certo que tambem o tenho que dizer a mim.

Aquele André, que vivia de futeboladas, de aulas passadas a rir alto, de computadores, de Coldplay. Será que ele se assustaria a olhar para mim? Creio que não. Ele não iria olhar so para mim, e de certo que sorriria como nunca sorrira, e iria ansiar que esses 4 anos passassem a voar.

domingo, 9 de setembro de 2007

A música

Suave, lentamente, A música tende a desaparecer. Deixa de soar a algo. Ja nada quer de mim.

Insisto em tocar, mas nada sai. Notas separadas já não formam o conjunto de outrora. Assusto-me.

Levanto-me, saio, na esperança de que tenha sido só um susto. Mas não: quando volto, A música não sorri, não ama, não fala, nada.

Aonde está a música pela qual eu me apaixonei?

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Perdão



Esta noite estou entregue ao silêncio da reflexao.

Errei. So me resta pedir perdão. Algo tao simples, tao leve: "desculpa". Mas sinto que nao chega. Nao.

Uma viola, um cântico. "Cantar é rezar duas vezes."

Continua a não chegar. O peso na consciencia subsiste, mas sei que ja fui perdoado. Porquê, entao, esse peso?

Sinto-me preso ao sentimento de culpa. Quando me irei libertar deste fardo?

Perdoa, Senhor, a ausência de gestos corajosos.

A agonia continua. Quase que a sinto na garganta.

Nao se faça a minha vontade, mas a tua.

"Perdoa-se com um sorriso.

Perdoa-se com um "Está tudo bem".

Perdoa-se com um abraço.

Perdoa-se.

Será que existe poder maior na terra do que perdoar?"

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

'Mas espera lá...'

... Pensei eu... 'ainda! Ainda sao férias!'. E entao, em vez de perder-me em pensamentos angustiantes, levantei a cabeça e desfrutei da sensaçao de nao fazer nada, de estar no algarve, de poder ir para a praia a cantar bem alto no carro, de fazer ainda mais videos que comprovam a minha ignorancia do futebol, enfim.. Tudo a seu tempo virá. Julgo que nao me devo preocupar com isso agora, certo?

sábado, 1 de setembro de 2007

Verdade

Após uma tentativa frustrada de fechar os olhos para tentar dormir, resolvi levantar-me e fazer qq coisa. De repente, assim do nada, uma pergunta assalta-me a cabeça:

"Verdade. O que é a verdade?"

Fiquei assustado. Para que raio queria eu saber o que era a verdade? Simples, era tudo o que correspondia à realidade, pensei. No entanto, parecia que não era essa a resposta, ou a pergunta teria deixado cabeça.

Já tinha ouvido essa pergunta algures, mas onde? Resolvi perguntar à única pessoa, que àquela hora da noite, tambem nao conseguia dormir.

Pedro: "O que é a verdade, perguntas tu...", disse enquanto procurava um livro na estante, "...devias ter isto melhor arrumado. Mas isso eu ja nem comento."

Eu: "Fazes bem. Mas pera la, do que é que estás à procura? Pode ser q eu saiba onde está.", sugeri, embora percebesse que ele nao tinha ouvido nada do que eu tinha dito.

Pedro: "Ah! Está aqui!", e retirou um volume enorme. Era a Biblia. Deu-mo para as mãos, dizendo: "São João. Interrogatório de Pilatos a Jesus."
Abri ferneticamente à procura da dita passagem.

"Disse-lhe, pois, Pilatos: Logo tu és rei? Jesus respondeu: Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz. Disse-lhe Pilatos: Que é a verdade?"

Reli uma, duas, três vezes. Pq razao não respondeu Jesus?
Pedro sentou-se no chao, encostado à parede. Um leve suspiro, e perguntou-me: "O que é o amor?"

Eu: "Para que é que isso interessa agora?"

Pedro: "Porque é a chave de tudo. Talvez Jesus não tenha respondido a Pilatos algo que ele nao poderia compreender. E porque ja o tinha feito anteriormente. Lembraste quando ele disse: "Eu sou a Verdade e a Vida"?" , disse, sorrindo como quem insiste que eu puxe o máximo pela minha cabeça.
Eu continuava sem perceber quase nada do raciocinio dele. Porem fiz um esforço: "Sim, embora não perceba a ligação."

Pedro: "A verdade é o amor." Ao ouvir isto parti-me a rir. Desde quando é que a verdade podia ser o amor?

Eu: "Deve ser das horas, que não estás a regular bem da cabeça. Como é que consegues perceber que a verdade é amor?"

Pedro: "Re-le: Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. O Homem foi feito para amar, nao para constantar factos reais de qq coisa q seja. O valor que damos à verdade na vida real não é o sentido mais exacto da palavra."

Eu: "Entao significa que vivi estes anos todos na mentira, como muita gente que não amou?"

Pedro: "Acho forçada a palavra mentira. Chamar-lhe-ia Ignorância. Jesus deixou bem claro: "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.". E Ele próprio disse que este era o Seu grande mandamento. A base de tudo é o amor."

Eu: "Hum... entao, mas há imensa gente que não ama e é feliz."


Pedro: "Achas mesmo? Olha como vivias antes e como vives agora. Essas pessoas pensam que são felizes, mas creio que vivem numa ilusão."

Tudo fazia sentido agora. Tentei dizer algo, mas nao conseguia. Mais uma vez o meu lado-oculto deixava-me estupefacto.

Eu: "Como sabes tu isto tudo?" , perguntei, curioso.

Pedro: "Boa noite, André. Descansa, amanha vai ser um dia longo." , e dito isto, saiu.

Para quando..



.. o acampamento da Rentree-de-Aulas ( ou la como se escreve ) ?

E a pedido de muitas familias, aqui ficam as 4 razoes para eu nunca ter sido selecionado para fazer anuncios da Nike (contem cenas que dada a ignorância do jogador, podem ser consideradas chocantes :P ) :













E para terminar:

André: "Entao Andrão, hj tb vais ficar a falar ao telemovel na tenda, à noite?"
Eu: "Sim, quase de certeza."
André: "Mas vai ser qt tempo?"
Eu: "Hum... creio que vai ser aquilo que a bateria neste momento deixar..!"
André: "E como é que está ela?"
Eu: "Ela vai bem, acho eu."
André: "Nao, estupido. A bateria..."
Eu: "Ah, sorry. 'Tá cheia, carreguei-a abocado."
André: "Entao esquece, acho que esta noite vou dormir ao relento."


No outro dia de manha:

Frei Bruno: "Ontem à noite, depois de deitarmo-nos, quem é que ficou a falar sozinho até às 4 da manha?"

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Nascer

Parece que nasci de novo. Hj apetecia-me gritar bem alto. Libertei-me deste "espinho" q estava encravado na minha cabeça há 3 meses.


Há 3 meses foi-me diagnosticado Glaucoma, tive logo que começar um tratamento. Fiquei preocupadissimo, pq um deslize no tratamento podia ser "fatal", e ficar cego.


Hoje soube que afinal não me aconteceu nada, o tratamento foi parado, e até ja posso usar lentes-de-contacto.

Ahhhh, que sensação!

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Não sei (?)

Pediram-me que me descrevesse como pessoa. "Hum, não sei", disse eu rapidamente. Insistiram. Aí pensei do que eu gosto como pessoa. Talvez isso me descrevesse.

"Viver.
Acordar de manha com um sol brutal e saber que vou saír. Acordar de manha com um dia chuvoso e saber que posso ficar na cama.
Agasalhar-me até aos pés pq está a chuver a potes, e mal dou dois passos na rua fico todo encharcado, mas "Não interessa! Siga em frente!". Ouvir o Metro a vir, e ainda estou a descer a estação, e lá tenho que correr que nem um maluco pq não posso chegar atrasado. Chegar nas calmas, sentar-me, e mal isso acontece aparece a msg: "Destino: BaixaChiado" (Ou Amadora-Este).
Respirar.
Andar sem óculos e não reconhecer as pessoas a 100 metros de distância, sendo suficientemente maluco para ir a correr até elas pq penso que as conheço, e depois fazer um desvio na trajectoria pq afinal não era bem assim. Gosto que perguntem: "Que vamos fazer?", ouvir um minuto de silêncio e depois alguem dizer: "Não sei, vamos por aí".
Ir por aí sem destino aparente, sabendo só que tenho que estar num certo sitio a uma certa hora.
Cantar.
Fazer fantásticas jogadas de futebol e gritar que nem um maluco, após uma hora de catequese. Estar numa situação séria e começar a desmanchar-me a rir. Rir ainda mais, quando pensava que ja tinha rido tudo.
Ver o por-do-sol dentro do mar.
Tentar ver sempre o nascer-do-sol, mas nunca o conseguir pq simplesmente nunca acordo a horas. Os aplausos de um público que nao percebeu se toquei bem ou mal. Sorrir. Saber que não está nada marcado para o amanha, mas mesmo assim saber que vai acontecer alguma coisa. Gritar.
Escrever coisas que nem eu percebo, e perguntar-me: "Mas que raio...?".
Receber um desenho dos miudos da catequese, que diz: "Boas férias, André!". Pensar que já fui capaz de me surpreender, mas mesmo assim fazer coisas que me deixam estupefacto. O imprevisto.
Estar numa reflexão de um grupo de jovens, porem uma musica mta estranha, e de repente ter que fazer um esforço incrivel para não rir e rir e rir bem alto.
Acordar com a minha tenda a ser agredida ao pontapé.
Saber que à noite tenho sempre uma conversa marcada. Piadas secas.
A minha namorada.
Ser eu."

Amen.

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Quem?

Ontem alguem me disse que os pensamentos sao como uma gota de perfume: assim como sao precisas toneladas de petálas para se chegar a uma gota, certos pensamentos só chegam após doses enormes de horas a reflectir.

Interessante. Nestes 15 dias que passaram, parei sempre 2 ou 3 horas a pensar. Fazia-o sempre à noite, por volta das 3 da manha, quando as ruas se encontravam desertas. Sentado na varanda, pensava.

Acho curioso, interessante, o efeito que algumas pessoas teem na nossa vida. Sim, todos temos pessoas que nos marcam, ou mesmo das quais nos necessitamos. Depois deste ano que passou, julguei sempre que nunca haveria alguem que pudesse ter efeito sobre mim. Nunca tinha havido, porque haveria de ser agora?

Ah, ele ri-se.

"Por aí?", perguntei
"Como sempre..." respondeu o Pedro. "Acho que antes a pergunta mais interessante seria: 'Quem é que iria ter esse tal efeito sobre ti?'. Porque alguem haveria de ter, e tu encontrarias, mais cedo ou mais tarde. Aliás!... como vai a acontecer."

E um sorriso apareceu na cara dele, e não pude deixar de sorrir tambem. Essa pergunta tambem surgira imensas vezes. "Quem?". E agora a resposta é tão obvia.

O Pedro levantou-se e foi para dentro. Porem, antes de sair, disse ainda: "Pergunto-me, às vezes, se mereces...". E sem dizer mais nada, nem boa noite, saiu.