segunda-feira, 16 de junho de 2008

Ontem ... Hoje ... Amanha


Ontem, se pudesse, tinha visto o por-do-sol numa falésia. Se pudesse, uma brisa suave passaria por mim, uma fome apertar-me-ia o estomago e iria jantar perto. Ali perto.

Ontem, se pudesse, teria deixado as preocupações falésia abaixo. Rir-me-ia bem alto, e seria de novo livre.

Ontem...

...Hoje...

Hoje, se puder, cantarei rua fora, agarrado a minha interminavel forma de viver. Vivendo Contigo, Comigo, com Aquele que por perto me faz ser quem sou.

Hoje, se puder, vou fechar os olhos e rezar por aquelas pessoas, cuja lista esta feita na minha cabeça. Inevitavel nao sorrir quando olho para elas.

Hoje...

...Amanha...

Amanha, se puder, deixarei frases bimbas. Mas isso implicaria deixar algo de mim.

Amanha, se puder, vou-te ver. Nao o saberás, nem eu. É essa a magia.

domingo, 15 de junho de 2008

Mais um concerto, mais uma sensação de sabor-a-nada. Mais um final sem nenhuma alegria, sem sensação de dever cumprido, nada. Cansa-me. Mais ainda nao saber o que fazer.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Música!







É verdade, a classe de orgão do Instituto Gregoriano de Lisboa estava metida em mais uma audição. Desta vez, na moderna igreja de Linda-a-Velha, dia 18 de Junho, às 16 horas. Conta tambem com a intervenção do Coro Gregoriano do IGL. E iremos efectuar a obra Missa para os Conventos, de François Couperin.



Inicialmente era para ser gravado para a Antena2, mas inflizmente, e devido ao Euro, nao houve pessoal disponivel para tal. Mesmo assim, tivemos a oportunidade de ter uma MasterClass com o Professor Jose Uriol, o qual se revelou bastante simpático, atencioso, e um grande professor.




Esta pequena aventura, que ainda nao terminou, começou ontem à noite. Fomos assistir ao concerto do Professor, (eu, o Ricardo, o Joao e o Daniel), e na vinda a festa foi enorme, muito em parte à boa disposição que havia no grupo. Hoje tinhamos a MasterClass, e foi um dia bem passado.






Apesar das várias opinioes existentes serem todas muito contrárias, creio que é uma igreja espectacular. Por ser diferente, por ser original. A única coisa que me desagrada é um pintura no tecto, em que se vê a mulher a sair (literalmente) das costelas do homem. Enfim..


O órgão é bastante engraçado, visto de fora e para quem o toca, pois o som, alem de sair da frente (como é usual), tambem saí das "costas" do organista.







(Segundo o prof, dois virtuosos do orgao. Segundo nós, dois desleixados do mesmo! - Daniel e eu)


Gostei da partilhas de experiencias. Nos seus 70 anos, o Professor foi espectacular, na maneira como interagiu connosco, na sua peculiar maneira de agir. De certo, se visse aquele senhor na rua antes de ele ter actuado, jamais imaginaria que ele era um dos maiores organistas, reconhecido a nivel mundial pelo seu trabalho de peças ibericas, etc..!


(Daniel, eu, Joao - Final da MasterClass, cabeças cansadas, poses pouco compreensiveis!)

Nao estava com muita vontade de ir, ao inicio, muito em parte devido ao trabalho que tenho tido e terei. Mas no final, soube bem. Fugir à rotina, fazer algo de que gosto muito, e acima disso, estar bem reunido! Valeu a pena :)

P.s.: Para quem sabe: "CERVEZAAAA! AHH! AHH! AHH! AHH!"

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Linhas tortas

Desabafava, ontem, da falta da Sua voz. Hoje ouvi-A, com estes dois ouvidos. Falou comigo. Nao, nao foi de dentro, ouvi mesmo!

Eram 11 da noite quando voltávamos do concerto do Professor Uriol, d'orgao, o qual nos vai orientar a MasterClass de amanha. Há um ano atrás, dava, pela mesma hora, um passeio à noite memoravel, com alguem memoravel. Agora, um por um, o Joao foi nos deixando nas nossas casas. Fiquei para último. Nao sei porque, a conversa entre mim e o Joao foi parar a Ele, às escrituras, Biblia e afins...

Espectacular. Ouvi o que precisava de fazer. Ouvir o que precisava de ouvir seria dizerem-me o que vai acontecer, e isso nao é do meu interesse. Senti o conforto de saber que aquelas palavras me guiavam, que no fundo era Ele a falar comigo. Disse ao Joao, a meio da conversa: "Vou sair daqui mais reconfortado." E sai. Era como se tivessem agarrado na minha cabeça e tivessem apontado o caminho.

Agora sei o que fazer. Claramente. Agora sei que Deus escreve mesmo direito por linhas tortas.
Obrigado, Joao. Pela tua calma, pela serenidade e experiencia que revelas, mesmo sendo tao "novo". Caramba..!

quarta-feira, 11 de junho de 2008


Queria Ter-te aqui. Poder falar. So isso. Poder ouvir a Tua voz.
"If you love me..."
Fazes falta.
"won't you let me know?"

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Obrigado


Ao casal Oliveira.
Aos comblés que foram gritados.
Ao moche feito na sacristia.
Aos sorrisos de boa sorte.
Á expectativa.
Á fé.
Ao programa da Tyra (sic mulher. Era a unica coisa que deu na televisao enquanto almoçava em frente ao IGL).
Á eterna Presidente.
Aos trocadores de registos.
Aos matemáticos que foram!
Á curiosidade de saber o que é que eu fazia no #Gregoriano, há 4 anos atrás.
Ao IGL.

No fundo, tudo alimentou e apagou aqueles pedaços de nervosismo que ainda persistiam. De certa maneira senti-me um pouco Mercury, um bocado de Bublé, talvez uma certa descontração de Chris Martin. Tocar ali, convosco ao "lado", é outra coisa. É mesmo outra coisa!

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Pedaços de "Eu"

Percebi que este blog tem tido uma importancia fulcral para mim: é quase um registo de todo o que senti ao longo do ano, e isso ajuda-me a reflectir e a perceber como estou. E claro, estou muito melhor. Sem me dar conta, inumeras situações recompuseram-se, e aos poucos, vou voltando ao que me habituei ser. E isso é bom.

No outro dia, fui ver o filme:



Ahhh.. Nada sabe melhor que ver um filme com o qual me identifico, por alguma razao. E este foi um deles. Basicamente, Ben Campbell (estudante do MIT), conseguiu entrar para medicina, em Harvard. Contudo, a "estadia" é muito cara, e a única solução será a bolsa. Para conseguir essa bolsa, durante a entrevista ele tem que mostrar porque merece a bolsa. E entao ele conta a sua história:

Da primeira vez que foi à entrevista, nada tinha para dizer. Desanimado, e a precisar de dinheiro para pagar Harvard, Ben é convidado a entrar numa equipa secreta do MIT, liderada por o seu professor de Equações nao Lineares, onde participam 4 alunos, um dos quais é uma famosa rapariga, linda e maravilhosa, a mais bonita de toda a faculdade (tinha que ser.. ao bom estilo de filme americano :P). A equipa desenvolveu um metodo ja existente para ganhar no Blackjack. Ben recusa, mas passado algum tempo, acaba por aceitar.

Entao, todos os fins-de-semana, a equipa vai para Las Vegas, muda a sua identidade e preparam-se sempre para ganharem rios de dinheiro. Bom, o resto da história deixo para voces saberem, eu gostei imenso do filme e aconselho.

Identifiquei-me. Com a nerdice. Com a maneira como usa a matemática. Com a curiosidade.
Mas o que mais me surpreendeu foi o uso da Matemática. Nao o seu uso prático, mas a maneira de como ele a encarava. Para ele, era apenas mais um metodo, sem duvida O metodo. Era ajuda, e no entanto, essencial. No seu caso, no Blackjack, para mim, na música. Para ele, nao se podia enganar nas simples contas que fazia durante o jogo, para mim.. nao posso estar a tocar sem sentir que encaixa, que é proporcional a algo, que ... soa a numeros a somarem-se.

Quando começo a tocar, se as notas nao se encaixarem como um simples conta de 3+4=7, nao é musica. Algo está errado. Assim como se eu estiver a resolver um exercicio Lógico, se nao houver musica e harmonia no meio das contas, algo está de errado tambem. Nao sei explicar, e no entanto, ja é tao comum.

Aos fins-de-semana, Ben passava de um simples estudante de MIT, para um grande jogador de Blackjack, dos casinos de Las Vegas, local onde tinha adquirido grande reputação e estatuto. Nao posso mentir: tambem por vezes me sinto assim. E amanha vai ser outro dia assim: quando me sentar para tocar a minha peça, adquiro uma importancia especial. Cada gesto é vigiado, murmurado, cada pose é analisada. O meu nome vai estar escrito no progama: "André Ferreira - Concert Piece", e as pessoas vao ter uma leve curiosidade em saber: "Quem?". Cada nota é interpretada, e toda a sua sequencia é criada na expectativa de algo.. poderoso. Deixo de ser eu, para ser Eu. Nao porque o queira, nem que o seja quando estou fora de concertos, mas isso é algo que me trasncende. E sabe bem. As notas, ao soarem, apagam a minha idade. O meu olhar deixa passa a ser mais semicerrado, a pose mais curva. A peça acabará. E quando sair, volto ao normal. Mas sabe bem esses instantes.

Alguns pedaços meus sao dificeis de conhecer. Sao precisos momentos próprios, talvez nao forçados, e eles la estarão, a mostrar-me ainda mais fundo do que ao que sou.

E sei como quero usar isto tudo: como instrumento Teu. Ja viste o desfecho :) ?

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Certezas

Dentro de 5 dias e mais umas horas, estarei sentado no banco do orgao da Sé, onde vou participar em mais Concerto Final do IGL.

5 dias, e até esse momento ainda vou ter que passar por 2 testes, um exame de código, e claro.. muito estudo.

Pergunto-me se sou capaz. Se sou capaz de naquele momento, apos 5 dias, sentar-me, e conseguir tocar a peça de Certa maneira.

Tenho medo. Tenho medo de, na ânsia de tudo fazer, acabar por nao fazer nada. Mas sei que, apesar de tudo, vou dar o meu melhor. Isso, sempre :)

domingo, 1 de junho de 2008

La Vie

Tu me manques pas. Oui, c'est vraix, et je sais aussi que avec toi, c'est la meme chose. "Alors", tu peux demander (je sais que tu vais pas lire... mais..), "porquoi ecris tu ça?". Sais pas. Primiere, je dois dire (et tu as deja vu) que mon francais... bon, j'ai oblié tout le francais. La dernier fois que j'ai parlé avec Coralie, hum.. vas faire demain, je pense, 9 mois.


Aujord'hui je pensais sur la Voyage. Porquoi?.. sais pas. J'ai besoin, maintenant, de penser en moi dans cette anné. Et je te dis autrefois.. c'est pas pour toi que j'ai pensé sur ça. Et je sais aussi que tu vas faire la meme question. Et je te peux dire: parce que j'ai appris beaucoup avec toi. Comment? Ahaha, tu sais, je suis en peux fou. Je apprends beaucoup avec tout le monde. Mais avec toi... bon, avec toi a ete outre "dimension".


Je recorde la phrase que j'ai dit pour Bernardo, Migas, les outres: "Duas semanas.. duas semanas." Tu etais pas un jeu, bien sur. Aventure, c'est mieux. Et tu as pensé la meme chose. Et apres, tout les portugais ont dit: "André, vá.. Impossivel." Et dans le dernier jour...


Bon, mais c'est pas pour retorner à cette jour que j'ecris. C'est por tout que j'ai appris aprés..


6 mois ensuite, je recevais ton e-mail. Pas le dernier, c'est vraix, mais le plus important. Le e-mail que me a fait penser sur la Voyage. Tu as dit quelque chose comme ça: "André, fais pas de betises. Je suis ici, en Francais, j'aime quelque autre, tu ne peux pas penser sur moi. La personne que tu cherche habite la, en Portugal, pas ici."


J'ai etais pas fáché. "Tu as tout le raison", j'ai pensé. Maintenant, avec un sourire, je te peux dire: Tu as tout le raison. J'ai trouvé.


Mais j'aime penser sur la voyage.



Ahahahaha, oui, c'est Migas, le primiere garçon. Apres c'est moi. Avec l'orgue, le meme que je encore jeu dans la eglise!



Bowling. Le dernier jour que vous ont été au Portugal. J'ai faite une mémorable lancement: la boule a glissé (cof cof cof) pour la voie du côté :P



Maintenant tu peux comprend porquoi j'ai ete connu dans ma ecole comme le "Harry Potter". Oui, j'ai pas cette lunettes maintenant.





14 ans. Je suis maintenant tout que j'ai rêvé dans cette anné. Tres bonne, oui, je sais. Mais j'ai besoin, encore, de me recorder avec cette anné. Je apprends avec moi aussi :P



Maintenant je sais et je vois: je suis heureux. Je dois voir le bonne choses dans ma vie, comme nous ont faite dans notre Voyage. Je reve, encore. J'ai tout pour savoir ça. Merci.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Los Duros

Estava a precisar de escrever, e entao lembrei-me de um post que ja tinha guardado à imenso tempo.



Los Duros. A tripla mais estranha de toda a paróquia de Carnide. Existimos há mais de 3 anos, criada apartir da "Associação da Matança do Porco: Os Duros", que descobrimos enquanto passeavemos durante um retiro. O nome ficou, as pessoas tambem.




Tenho um defeito enorme: tenho tendência a "esquecer-me" das pessoas realmente importantes. Nao por queira, mas como elas estao sempre presentes e garantem a minha boa sanidade mental, nao dou o real valor que devia dar por ser tao.. "natural"!




Eu, o Carlos e a Sara somos a tal tripla. Oiço "For once in my life" do Michael Bublé, onde a letra nao é bem aplicada a isto tipo de casos. Mas tambem acenta bem. Por vezes esqueço do que sou para eles, e do que eles sao para mim.



Agora sempre que olho para este quadro, sorrio. Sorrio por esse sorriso que eu tinha e que ja nao sei faze-lo (artes que se perdem.. ahaha), sorrio por sabe-lo que alguem gastou tempo a faze-lo com dedicação, e esse alguem foi o Carlos.


Tenho certas dificuldades em exprimir, é certo. Quando tento faze-lo, ou nao sai, ou sai algo bimbo. Cá vai: quando olho para este quadro, vejo a tripla, a amizade, tudo.. menos eu. Ainda bem, penso. Talvez assim nao torno o quadro no meu ponto alto de egocentrismo.


A minha vida é feita disto. Pequenos momentos que marcam e ajudam a crescer. Tonaladas de pequenos momentos que marcam. Vou ser sincero: tem faltado. Mais do que é custume. No entanto, la vao aparecendo.


A minha vida é feita deles.
(Los Duros - Hora de aparas d'óstias)

sábado, 24 de maio de 2008

Tudo


Fui tudo. Naquele momento, a minha mente vagueava aonde? Nao sei. Tocava. Olhares repousados em mim, curiosos com os meus gestos, com o som do orgao. Era tudo. Sem medo, sabia-o que tinha que ser.

Fui nada. Ja nao tinha aquela Chama. Tocar sem Ter. Para que? É tocar sem alma. É tocar para os aplausos. É tirar à palavra música toda a música que ela contem.

Fui contradição. E sabe-lo é triste.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Desabafo

Sei que Tens algo para me dizer. E nesta confusao de ideias, pensamentos, nao consigo ouvir. Sei que Tens o caminho apontado algures, mas nao sei para aonde.

O elástico? Esse nao sai. Bolas, assim é mais dificil perceber. Ou nao? Nao sei. Sei sim que o elástico estará no braço esquerdo.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Instrumento Teu

Entrei em casa, entrei no quarto, Pedro estava sentado a ler um livro. Atirei a mochila para a cama, ele levantou os olhos do livro e apenas disse:

"Nao stresses.." e levantou-se. Continuou, dizendo: "Anda, vamos ao Colombo."

Sem proferir uma palavra, segui-o. No elevador, ele lembrou-me disto. Nao pude deixar de sorrir. Ja com um sorriso na minha cara, relembrou-me outras tantas histórias, ditas loucas, em tao pouco espaço de tempo.

"A energia ainda cá está, Pedro. Sem dúvida."

"Mais pareces um Indiana Jones..." murmurou, à saída do predio.

Enquanto andavámos, Pedro nada dizia. Nao precisava. Eu sabia o que ele pensava. No entanto, disse-me:

"Hoje deparei-me com uma carta para ti, de uma amiga tua...." e antes que eu pudesse transformar o meu olhar de raiva em palavras, disse: "que em poucas frases, descreveu tal e qual a tua pessoa."

Calei-me. Deixei-o prosseguir. Gosto de me ver "por fora".

" "Ser André é viver cada dia, aproveitando cada momento e saboreando-o ao máximo, fazendo com que cada momento seja marcante." " . Relembrei-me entao da carta. Sim, era verdade. Eram frases que me descreviam melhor do que eu o poderia alguma vez ter feito.

Pedro nunca temeu o futuro. É impressionante. Na sua forma simples de ser, a fé sustenta tudo. Tento seguir-lhe o exemplo. Ha poucos dias, outra amiga achava chocante, mas pelo positivo, a minha fé. Disse-lhe que achava que era tudo o que eu nao tinha, fé. Ela achou piada, e disse-me que nao. Que eu estava errado.

Pedro nunca temerá o futuro. Tem-no programado, de maneira desalinhada, como quem se deixa levar pelo vento, mas quem sabe para aonde o vento o leva. Estranho. O aprendiz pode ultrapassar o mestre, mas quando?

Vivo cada dia na Tua certeza, de que quero ser Instrumento teu. E sei que por muito que custe, é isso que vale a pena. Sei que já o sou, mas por vezes afasto-me do caminho com a facilidade de quem desiste.

" Desistir... é taoo facil. Ja reparaste? O que custa, subir ou descer a montanha? Será a sensação da chegada ao cume, depois de tanto esforço, equiparavel à descida? Nunca. É um absurdo." disse Pedro. Eu sei. Creio que o encontro com a Izzie lhe terá feito bem.

quinta-feira, 15 de maio de 2008


Nao ver um único raio de Sol de jeito no meu dia de anos é absolutamente frustrante.
Pior que isso so mesmo sentir que este dia tem sido o pior da semana. Será de mim? Nao creio. É demasiado tarde, mas devia ter ido a um certo sitio.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Relances [O C U L T O]


Quantas conversas teremos tido este ano? 3, 4? Nao sei. Poucas. Mas curiosamente, as suficientes para perceber que tens sempre algo para dizer. Sempre vindo dEle. Por vezes parece patético, outras nao sei se sou eu que me esforço para tentar ver algo que nao é, mas creio que a Fé é mesmo assim: quando menos esperamos, algo confirma tudo.
Há um ano atrás, ajudavas-me a embarcar nesta enorme aventura. Riste quando eu corri à chuva, sorriste quando tudo começou oficialmente, sorriste quando perguntavas por Nós e eu respondia que tudo estava bem e continuas com o mesmo sorriso quando, apesar dos tormentos, tu sabes que tudo vai ficar bem.
Esse sorriso de criança, curioso, deixa transparecer tanto dEle. Se me perguntares se recorri da tua inocente forma de ver a vida (talvez como a minha) para aprender algo, eu digo que sim. Sem medo, sem receio.

"ja estava previsto! Ele anda a remexer-te nas ideias!"

E se antes tinha medo que Ele o fizesse, talvez agora ja nao o tenho. Talvez agarrada a essa tua frase veio algo mais Oculto. Nao sei.
Nao te surpreendas pela minha fé. Por vezes acho que é a coisa mais inventada por mim que tenho. Deixa-me, sim, a mim, surpreender-me contigo. Faz-me bem, sem duvida!
Pedro de Arimateia

domingo, 11 de maio de 2008

11 de Maio

Há sensivelmente um ano atrás, voltei a pegar no meu blog. Obrigado Cacau!

E há um ano atrás, era-me diagnosticado Glaucoma. É interessante olhar para o escrevia na altura. Mal eu podia adivinhar que o diagnóstico estava errado!

Obras de Deus

Gosto de ver com os meus próprios olhos aquilo a que eu chamo "obras de Deus". São raras as vezes, mas as suficientes para eu perceber o quão fantasticas sao. Ja tive momentos em que me olhei como uma, sem egocentrismo ou convencimento, momentos esses em que estive perto do tal paraíso.



Ontem fui convidado a ir tocar a um casamento na Ericeira, mais Ele e Ela, que iriam cantar, ambos do Instituto Gregoriano. Entao, por volta da duas da tarde, la fui no carro vermelho, um Mini moderno, que bem aguentou a pedalada que Ela lhe imprima. Fui no banco de trás, a viagem prometia ser divertida, e foi. Ao ponto de nos enganarmos nas tabuletas, e chegarmos a Óbidos (ainda vimos ao longe o castelo de Óbidos), porque nao tinhamos visto o sinal a dizer: "Mafra Malveira". Enfim...



O casamento correu bem, é sempre interessante ver o nervosismo do noivo, e o momento da chegada da noiva. E ontem foi especial, porque segundo o padre, a noiva sempre teve o sonho, desde pequenina, de entrar no seu casamento ao som da Ave Maria de Schubert. E eu, ao tocar, senti-me ajudante dessa concretização.



Na viagem para cá vinhamos mais cansados. Ja nao havia musicas para aprender, ja nao nos apetecia cantar, entao viemos a conversar.



Por meio de conversas mais sérias, Ela olhou-me pelo retrovisor, e disse: "Algo que eu acho fenomenal é a maneira como voces" (eu e Ele) "se entregam às pessoas e às coisas que se envolvem.".. "é lindo!". Ele suspirou, eu tambem. E Ela continou, como se Ele nao tivesse ali: "O problema d'Ele é que, sendo tao humilde, caiu nas maos da pessoa errada.", e dito isto, logo lhe agarrou a mao. Suspirei outra vez. Disso eu estava certo que nao me tinha acontecido. Caido nas maos da pessoa errada? Bem pelo contrário. Por momentos senti mais que eu é que era a pessoa errada no meio da confusão.



A viagem continuou. Nalguns momentos de silêncio, olhei para eles os dois, para a sua simplicidade. Ele passara o ano todo em baixo. O verão passado foi vivido em sofrimento, o qual testemunhei com a dor de um amigo. Mas como agora lhe digo, ha males que veem por bem. E a alegria que Ele agora tem, faz-nos (a nós, familia Gregoriano) crer que está entregue a que sempre lhe foi destinado. Porque? Nao sei. Há aquelas coisas que nos nao sabemos explicar porque, mas sabemos que assim são. E tambem porque gostamos sempre de ter casais que sejam "lá da casa"!



Já em Carnide, pedi-lhe para me deixar na Quinta da Luz. Ao passar em frente ao Teatro, o sinal ficou vermelho. Parou ao lado da Igreja. A conversa ja tinha acabado. E de repente, Ela olhou-o nos olhos, e disse A frase. Fiquei estupefacto, mais parecia estar sentado a ver um filme.. mas a sério. E sentado no banco de trás, continuava embasbacado a olhar para aquilo. Soltei um "Ai mae..". Estupefacto e embasbacado porque ha frase foi dita de Tal maneira, com Tal olhar e com Tal sorriso, que era certo: são Obras de Deus. Talvez se tivessem feito daquele momento um filme, com uma musica romantica e suave, milhares de pessoas estariam a chorar. E eu assisti aquilo, sozinho, no banco de trás. E outro suspiro lancei. O terceiro desse dia. Perante tal espanto, Ela olhou para trás, e disse-me: "Vá, eu nao digo muitas destas, mas quando digo, gosto de dize-las!". E enquanto escrevo isto, ainda paro, a pensar nesse momento.



Depois de tal espanto, olhei para a Igreja. Sempre tive o sonho de tocar a Marcha Nupcial e mal a noiva estivesse perto do altar, eu fazia slide de onde está o orgao (em cima da entrada), e descer ate ao altar. Chamar-me-iam de louco. Eu apenas acho que é a minha maneira de ser. (Embora ninguem aprove a ideia..!)



Quando me deixaram na Quinta da Luz, nao pude deixar de lhes dizer obrigado. E quando me dirigi para frente daquela Janela, senti que era altura de trasnformar outra coisa em Obra de Deus. Peguei no telemovel. Nao desisto. Sei que Ele nao quer isso.



Obrigado Ana, Obrigado Tiago!


quinta-feira, 8 de maio de 2008

Ainda

Ainda choro. Sem problema. Quando penso em ti, mesmo quase após 2 anos, ainda choro. É inevitavel. Sei que ultrapassei tudo o que aconteceu, ja pensei muito nisso, mas creio que a saudade prevalece sempre. De tal maneira que a tua memória aquece-me o coração de uma maneira muito... aconchegante.

Cada vez que me chamam Ferreira, um dispositivo em mim relembra-te. E gosto disso. Gosto de pensar que continuo algo que tu começaste, e te esforçaste, por construir.

Tenho pensado em ti, e na falta que fazes. Mas a tua memória continua, e continuará, a aquecer-me o coração.

André

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Hoje

Hoje pego na guitarra, fico sozinho no quarto, e sozinho canto algumas músicas. Algumas foi o Pedro que me ensinou, no seu tom desafinado. Faz-me falta, preciso de ser orientado.

Hoje o ar que paira na rua é o mesmo que há um ano atrás. Mas falta-lhe algo. O cheiro é caracteristico, deixa saudade. Falta-lhe algo. Entrentanto fecho os olhos. Recordações! Impossiveis de apagar.

domingo, 4 de maio de 2008

?!

E hoje estou chateado. Mas mais que isso, magoado.

Apetece dormir a tarde inteira, esquecer tudo, mas nao dá. Em vez disso, tenho que estudar afincadamente, como se nao houvesse amanha, pois assim tem que ser.

Mas estou magoado. Ofereci a minha ajuda, e recusaram-na, quase bruscamente. Pensei que talvez ela nao fosse precisa, mas depois vim a perceber que era. Bolas...!

Ao menos o dia condiz comigo. Ao menos isso, e algo mais.

(P.s.: Parabens, Cacau!)