sábado, 24 de maio de 2008

Tudo


Fui tudo. Naquele momento, a minha mente vagueava aonde? Nao sei. Tocava. Olhares repousados em mim, curiosos com os meus gestos, com o som do orgao. Era tudo. Sem medo, sabia-o que tinha que ser.

Fui nada. Ja nao tinha aquela Chama. Tocar sem Ter. Para que? É tocar sem alma. É tocar para os aplausos. É tirar à palavra música toda a música que ela contem.

Fui contradição. E sabe-lo é triste.

1 comentário:

João Carlos disse...

Grande André! Thanks pelo teu comentário no meu blog. Tenho novidades: parece que só vou tocar mesmo a fuga e um conjunto de peças do Couperin. O prof. n veio esta quarta e não lhe pude mostrar como ia o prelúdio... paciência, fica para a próxima (espero eu!).
Quanto à tua "performance" na audição, gostei bastante (dsc lá os registos fora de sítio, lol). O Flor Peeters é um ganda maluco! lol
Mas tenho a certeza que na Sé irás arrebatar o público... e a mim também. Certamente lembras-te daquele dia em que tu, eu e o Ricardo estávamos à espera para fazer o nosso exame final de 5º grau. Pois, nessa altura vocês consideravam um dos "melhores" alunos de órgão do Igl. Axo que nunca me destaquei muito dos demais, mas isso não é o mais importante. Agora, axo que é a altura de passar o testemunho a outro: grande André, eis a tua hora! Agora és tu que comandas o navio. És o melhor e na Sé o teu trabalho vai ser reconhecido.
Mas o melhor de todos estes anos, é a amizade que vamos criando com pessoas que partilham gostos comuns, paixões comuns: a música, o órgão e, porque não, a mesma fé.
Tás lá André! Arrasaremos na Sé, não vá ser a nossa última entrada em cena naquele enorme palco...
Abraço.