Voltava do arraial dos escuteiros, ao qual fui dar um passeio, quando resolvi passar por um caminho que ja nao percorria há muito tempo, e pelo qual passei muitas e muitas vezes quando era mais novo.
O cheiro da relva era o mesmo, caracteristico. Os postes de luz tinham ainda as mesmas marcas, e o campo de futebol inventado ainda me aparecia na cabeça.
Aos poucos, começo a ouvir passos de alguem que corria atrás de mim. Volto a cabeça, e vejo um miudito a correr, desenfreadamente. Quando passa à minha frente, tropeça e cai.
Parei. Dei-lhe a mao e disse: "Vamos, campeao, continua!". Ele agarrou a minha mao para se levantar, e olhou-me.
Reconheci o olhar. O sorriso. A franja. Até a mão.
Entretanto Pedro tocou-me no ombro e disse: "Vamos André, ja é tarde."
Percebi entao que estava a estender a mao ao nada.
"Há memórias que nao se apagam...", disse a Pedro.
Ele riu-se e respondeu: "Ainda bem que sabes disso..!"
Há 9 anos
1 comentário:
Às vezes me deixar aqui apenas um sorriso.
E então deixo.
Não é demais, pois não?
Nem de menos, tenho a certeza! =)
Fica mais um.
Gostei de mais este texto. Como de tantos teus.
"Vamos, campeao, continua!"
Abraço!
Tiago
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